Ex-Secretário quebra silêncio de mais de dois anos e rebate acusações | 2M Notícias

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Ex-Secretário quebra silêncio de mais de dois anos e rebate acusações

Ex-Secretário quebra silêncio de mais de dois anos e rebate acusações

O encerramento das atividades no Centro de Geração e Renda, localizado no loteamento Pindorama, há quase três anos, levantado pela reportagem da Folha Patrulhense na edição do dia 25 de junho, levou o ex-secretário de Desenvolvimento Social, Marco Aurélio, a quebrar um silêncio que durou dois anos e meio.

Acusado por má gestão pela atual detentora da pasta Gloria Terra, como publicado em nota, Marco Aurélio rebate as críticas e afirma que a Casa de Geração de Renda de Santo Antônio da Patrulha não é um exemplo da falta de planejamento e de pesquisa em uma obra, ocasionando o mau investimento do dinheiro público.

Ele atribui essas acusações à incompetência e irresponsabilidade da atual gestão. “Não me estranha que o olhar esteja direcionado ao retrovisor, pois para que consigam vislumbrar alguma obra precisam mirar pra trás e buscar nos governos de Daiçon, Zezo, Ferúlio e Silvio, pois o atual é um deserto de realizações, obras e esperanças. Felizmente tive a honra e privilégio de servir a estes Prefeitos e me orgulho tê-los auxiliado em alguns erros de planejamento”, afirmou.

Outro fato que causa estranheza, segundo Marco Aurélio, é da Secretária ignorar que tal obra foi construída com dinheiro do Ministério do Desenvolvimento Social, mais o resultado de aplicações financeiras dos recursos recebidos acrescido de contrapartida do Município.  “Antes das notas ou entrevistas, poderiam ter se dado ao trabalho de ler a documentação arquivada em três Secretarias da Prefeitura: finanças, planejamento e desenvolvimento social. Conseguiram identificar um convênio – o dos equipamentos – mas não souberam entender de onde saiu o dinheiro para a construção do prédio. Eu devo ser um inútil em planejamento, mas quem não sabe interpretar o que lê é analfabeto funcional e quem é leviano ao falar, está despreparado para a função pública”, acusou Marco Aurélio.

Em respeito aos contribuintes, defende o ex-secretário, a Administração deveria colocar o prédio para cumprir sua função, ou então sugere ele promover a devolução de alguns dos prédios alugados, para que ali se instalem uma atividade de interesse público. Marco se colocou a disposição para fornecer uma lista dos prédios alugados pela atual gestão que podem perfeitamente funcionar naquele local. Além disso, afirma que existem outras estruturas, sob gestão do mesmo órgão, que estão em estágio de abandono.

 

Marco Aurélio responde a críticas e aponta investimentos realizados 

 

“Patético ouvir e ler que “houve um erro de planejamento ao edificar o Centro de Geração de Renda nas proximidades de uma sanga…” Ignoram, também, que este equipamento público foi projetado naquele bairro – no único terreno público disponível – considerando que a algumas quadras de distância, o projeto Minha Casa Minha Vida – também provavelmente por um “erro” meu – concedeu 240 unidades habitacionais para pessoas em situação de vulnerabilidade social e, no escopo deste projeto, constava a implantação de um programa de geração de renda no mesmo bairro. Pobre é quem pensa que “desenvolvimento social” é fazer favorzinhos. Pobre é quem desconhece até suas próprias atribuições. Pobre é gestor público que ignora que uma Cidade só se desenvolve adequadamente quando todos os seus bairros contam com equipamentos e serviços públicos.

Talvez meus detratores ignorem e me cabe informar que participei de outros “equívocos” e projetos ou busca de recursos para construir ou implantar: a Festa da Cachaça, Fórum Estudantil, Festival de Teatro, Festival de Música Patrulhense, Fórum da Cidade, Oratório de Santo Antônio, implantação e reforma da Casa da Cultura, construção do Espaço Qorpo Santo, projeto de implantação da UAB – Pólo Universitário, projeto Pé Quente, 256 escrituras aos moradores do bairro Madre Tereza, reforma e conclusão da Casa da Criança, 36 casas no Loteamento Açores, recursos para a implantação do CREAS, Carnaval popular, novo CRAS, Escolinhas Esportivas, criação do Coral Carmem Carolina, implantação do CRAS Volante, 32 casas no Loteamento Ilha das Flores, projeto Escola de Fábrica, mais de 600 formados pelos cursos do Pronatec, equipamentos esportivo da Praça Júlio de Castilhos, Praça do Loteamento Portugal, Praça Mara Lucia Cardoso, reforma da antiga Caixa para sediar a Assistência Social…, se quiser posso enviar uma listagem bem maior de trabalhos executados juntamente com equipes que foram responsáveis por suas realizações. Pelo bem dos patrulheses, desejo que ao final da sua gestão, tenham alguma obra para comentar e não apenas um rastro de programas e projetos de atendimento à população que deixaram de ser executados.

Sugiro que os ocupados em culpar o passado experimentem aprender com a Secretária Municipal da Saúde Jacira Santos que chegou, baixou a cabeça, trabalhou sem pirotecnia e faz uma gestão competente. Também, inspire-se no ex-secretário de Desenvolvimento Social Tadeu Neves que humildade cumpriu sua missão, sendo responsável e olhando para frente. Por último, aproveitem o exemplo da excelente realização do CTG Patrulha do Rio Grande que marcou mais um golaço no último final de semana: pouco dinheiro, grande criatividade, trabalho respeitoso e muita competência.

Aproveito e peço desculpas aos rapadureiros por ter me mantido silencioso nos últimos dois anos e meio. Estive desmotivado a participar do triste debate paradão. Fiquei esperando pelo milagre do cumprimento das promessas: a duplicação da RS 30 e tantas outras. Eu achei que assistiria ao alinhamento das estrelas….. acho que, “viajaram no cosmos e ficaram sem gasolina”.

Meu silêncio não significou falta de trabalho por Santo Antônio. Frequentemente recebo pedidos de organizações não governamentais do Município e sempre estou disponível para ajuda-los elaborando projetos, buscando recursos, encaminhando demandas. Em quase todas minhas palestras pelo Rio Grande, conto que existe uma gente rapadureira, de bom coração, que dá aulas de solidariedade.

Bertold Brecht está corretíssimo e é nele que me inspiro para planejar meus próximos passos em Santo Antônio da Patrulha: “no primeiro dia eles vieram, entraram no meu jardim e eu não disse nada; outro dia vieram, entraram e arrancaram uma rosa e eu silenciei; depois, pisotearam meu jardim e eu me calei….” e eu complemento: agora, antes que arranquem minhas roseiras, vou reagir com as armas que eu disponho: meu cérebro, meu coração e minha voz”.

 

 

Gabriela Gomes



A Falcon5M foi criada em Porto Alegre para o Brasil todo a partir da união entre as empresas W5M Comunicação e Falcon Designer, ambas com ampla experiência de 6 anos no mercado.