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Estudante patrulhense cursa Medicina na Argentina e fala sobre Coronavírus

Estudante patrulhense cursa Medicina na Argentina e fala sobre Coronavírus

A patrulhense Eduarda Telles Chaise está a pouco mais de um ano na Argentina, onde cursa o segundo ano de Medicina em uma universidade particular em Buenos Aires.
Já com nacionalidade portenha, Eduarda afirma que lá as coisas já estiveram piores e que em um primeiro momento as pessoas começaram a entrar em pânico e comprando tudo que viam, e logo em seguida, as ruas começaram a ficar totalmente vazias e o presidente baixou decreto permitindo somente a saída para a compra de produtos essenciais em farmácias e mercados. A hashtag era #quedateencasa.
CONTROLE POLICIAL
Algum tempo depois, a situação começou a ficar mais tranquila mesmo que todos os comércios que não fossem de alimentação estivessem fechados. Mas logo no começo, se alguém saia à rua era abordado por policiais que solicitavam os documentos da pessoa. E caso não comprovasse que iria ao mercado, ou à farmácia, recebia uma advertência, mas agora com a situação mais calma, essas abordagens diminuíram bastante. Alguns estabelecimentos comerciais estão funcionando, mas os proprietários não permitem a entrada dos clientes, atendendo-os somente na porta.
MÁSCARA
O governo argentino determinou a obrigatoriedade do uso de máscaras (“barbijo” em castelhano) e com ela, a pessoa pode sair, mas mesmo assim em alguns mercados como o Carrefour o cliente só entra se estiver usando a máscara, havendo pressão para que o cliente a utilize para poder entrar.
Porém, Eduarda afirma que a própria sociedade argentina exerce pressão para que todos usem as máscaras. “Hoje a hashtag é #tapelaboca”, afirma a estudante.
Sobre o uso, Eduarda diz que o argentino em sua maioria a utiliza corretamente, mas sempre tem o caso daqueles que a usam a máscara abaixo do queixo, ou do nariz tapando só a boca ou até usando um pano para se proteger do vírus.
Outra determinação do governo daquele país é a de que todos os cidadãos somente podem percorrer até cinco quarteirões de sua casa com tempo máximo de uma hora.
QUARENTENA
“Estamos em quarentena desde o dia 16 de abril, quando tivemos nosso primeiro caso de COVID-19 e essa medida, que no começo era até 25 de abril, já sofreu duas alterações e agora a decisão é que se prolongue até amanhã, dia 15”, explica a jovem.
O VÍRUS
E sobre a contaminação, explica: “O vírus não está no ar. Ele é passado por contato, porque se você toca em algo contaminado e coloca sua mão em alguma mucosa, seja ela boca, olhos, nariz, você pode se infectar e o uso da máscara protege a pessoa de dois terços das possibilidades de contaminação. Já o álcool em gel faz você ficar com a mão sem contaminação. Isso faz a população ficar bem, sem a obrigatoriedade de ficar trancada em casa”.
DINHEIRO
Sobre a crise econômica provocada pelo novo Coronavírus, Eduarda afirma que “esse período de tempo é um absurdo, porque não é todo mundo que tem um dinheiro guardado. Por eu ser estrangeira as coisas não ficaram piores para mim, porque como minha renda vem do Brasil ainda assim eu consigo viver bem aqui, mas as pessoas que moram e trabalham aqui, sofrem mais, pois tudo está parado e o subsídio do presidente foi dado, faz muito tempo, sendo algo como R$500,00. Ela explica que muitos argentinos não receberam esse dinheiro”.
TROCA DE FACULDADE
Eduarda chegou a Buenos Aires em fevereiro de 2019, quando iniciou o curso de Medicina na UBA, que é uma universidade federal, mas terminou trocando de faculdade por diversos motivos e um deles, conforme disse, por ser cristã e não compactuar com determinadas atitudes de seus colegas universitários.
Ela explica que em quase todas as aulas havia interrupções, porque feministas queriam convidar os alunos para participarem de manifestações com muitas discussões a respeito do aborto dentro da faculdade e ela não aceita esse tipo de atitude, e sabendo dessa sua condição, os estudantes a pressionavam muito para que participasse desses movimentos, principalmente pelo fato dela ser mulher.
Por isso, foi para uma faculdade particular, a Fundación Barceló, cuja mensalidade custa R$ 1.000,00 por mês, mas pelo menos, fica longe do que ela classifica como baderna esquerdista existente na UBA e que atrapalha os estudos de quem realmente deseja aprender.
A jovem estudante patrulhense pretende ficar no país até concluir a Faculdade, o que deve levar entre cinco a seis anos, dependendo da situação do país em relação ao COVID-19. E para matar a saudade, ela se comunica constantemente com a família pelo WhatsApp.




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