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Economia patrulhense sofre os efeitos do ajuste fiscal

Economia patrulhense sofre os efeitos do ajuste fiscal

 

 

Inadimplência e desemprego são os principais sinais sentidos pela população

 

As perspectivas para os municípios em 2015 são de ainda mais dificuldades financeiras do que em 2014 devido à estagnação econômica e aos planos de ajuste fiscal que o governo federal e o governo gaúcho vêm colocando em prática.

O reflexo da desaceleração na economia começa a dar sinais em Santo Antônio da Patrulha. O comércio local lança mão de promoções e estratégias na busca da clientela, que, por sua vez, aperta o cinto do orçamento doméstico cada vez mais minguado pela alta dos juros e da inflação. O que se vê são lojas, mercados e supermercados cada dia mais vazios. A população, acostumada com um padrão de vida, se vê obrigada a mudar hábitos.

Essa mudança pode ser medida através de números da inadimplência. Conforme dados da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Santo Antônio, em março de 2010 o percentual de patrulhenses com dívidas era de 25,8%, em março de 2015 esse índice praticamente dobrou, passando para 41,17%. Um acréscimo bastante significativo.

O impacto do pacote econômico da presidente Dilma Rousseff não tem apenas efeitos sobre o consumo. A produção também vem sofrendo uma queda por ausência de estímulos econômicos favoráveis e em consequência do aumento dos custos necessários para se produzir. Algumas indústrias patrulhense, antes considerados blindadas, acabaram sentindo o peso de aumentos como da energia elétrica, água, além, é claro, da forte restrição dos bancos à concessão de crédito. Masal, Argos, IMAP, Magna Cosma promoveram enxugamento no quadro funcional com a demissão de trabalhadores.

O ambiente econômico, que já vinha sendo marcado pela desaceleração no ano anterior, passa a refletir incertezas e apresentar-se inapropriado para determinados investimentos. A desconfiança dos moradores de Santo Antônio é compartilhada pelos demais brasileiros. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, o índice de medo do desemprego cresceu 32,1% entre dezembro de 2014 e março de 2015. Maior crescimento verificado na série histórica que tem início em 1999. O Índice de Satisfação com a Vida registrou uma redução de 8,5%, levando o indicador a 94,7, o menor desde 1999, início da série histórica.

Para a presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Santo Antônio da Patrulha, Carmem Alminhana Monteiro, as perspespectivas para o futuro não são nada animadoras. “Nosso Município está sofrendo a crise do desemprego, assim como os demais Municípios do Brasil. Temos acompanhado a inadimplência dos consumidores de Santo Antônio da Patrulha. Sabemos que precisamos de um ajuste fiscal para o País. Não podemos esquecer de erros alarmantes na gestão das contas públicas”. De acordo com a presidente, o ano de 2015 será marcado por uma economia de altos e baixos.

 

Sem resposta

 

A reportagem da Folha Patrulhense entrou em contato com as indústrias citadas na matéria a fim de solicitar informações sobre as demissões e o cenário da produção em Santo Antônio da Patrulha diante do ajuste fiscal. No entanto, até o prazo estipulado para o fechamento do jornal, nenhuma resposta foi encaminhada para o e-mail solicitado.



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