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Denuncia feita por vereador do PTB atinge membros da Comunidade

Denuncia feita por vereador do PTB atinge membros da Comunidade

Em uma reunião que durou mais de três horas no plenarinho Vereador Luiz Tedesco, do Legislativo, na tarde de segunda‐feira, 11, muito pouco dos questionamentos sobre contrato, fiscalização, aplicação de recursos e denúncias envolvendo notas falsas e desvio de dinheiro do Hospital Santo Antônio foram esclarecidas pela procuradora do Município, Ângela Machado, em sabatina convocada pelos vereadores, com a participação da Ordem dos Advogados subsecção de Santo Antônio da Patrulha, e cidadãos preocupados com os rumos da gestão Germann e Pechmann.

OS GESTORES
Umas das afirmações da procuradora, que por vários momentos não respondeu ou alegou não lembrar especificamente de datas ou valores, confirmou que de 2001 a 2002 o Hospital era gerido em forma de Autarquia, tendo como seu presidente o senhor Altamir Franco. De 2003 a 2007, a administração passou a ser de responsabilidade de uma comissão formada por cidadãos e representantes de entidades constituídas do município. Só então, em 2007 o Grupo Vida passou a comandar a Instituição de saúde permanecendo até 2009, quando saiu por ordem judicial, após sindicância do prefeito da época, que constatou irregularidades e tomou as providências cabíveis. Após este período assumiu o Grupo Mãe de Deus, que por não renovação do contrato, se retirou do Município.

A DISPENSA DE LICITAÇÃO
No entanto, quando perguntada pelo vereador André Randazzo dos Reis (PMDB) sobre a dispensa de licitação da Germann (que permanece há mais de um ano em contrato emergencial), além da apresentação das certidões negativas que permitem repasse de recursos públicos a Germann, a procuradora foi vaga nas respostas, afirmando que existe processo de licitação em andamento e que, mesmo estando com dívida, é possível uma empresa apresentar uma certidão positiva, viabilizando assim os repasses. Ela também confirmou uma ação trabalhista de R$ 200 mil, movida pelo atual prefeito contra o Hospital. A morosidade em tomar uma atitude de fiscalizar para que as dívidas não chegassem a um número tão elevado, como a da atual administradora do Hospital, a German e Pechman, que já extrapola mais de um milhão, também foi cobrada pelo vereador do Solidariedade.

PREOCUPAÇÃO
Pedindo a palavra o servidor público, Marco Bicca, disse à procuradora que obviamente é preciso trabalhar para recuperar o dinheiro público das administrações anteriores do hospital, porém, ele mostrou uma preocupação maior com a atual empresa prestadora de serviços, apontando que atualmente Santo Antônio não possui um hospital, mas sim um prédio que serve de um braço do Posto de Saúde. Ele ainda questionou Ângela de como a Germann e Pechmann chegou ao município, firmando uma empresa em 2014, antes mesmo do Mãe de Deus rescindir o contrato, e garantiu com tanta facilidade, apesar de usar um local fictício, um alvará de funcionamento permanente, pergunta que a procuradora não soube responder.

PSQUIATRIA
Mais exaltado e fazendo acusações sérias, o médico Cassiano Brunetto, que pediu demissão do hospital por falta de pagamento, afirmou que mesmo antes de assumir a ala psiquiátrica da Instituição, a Germann já havia apresentado notas de pagamento de salários, que nunca foram pagos. O médico disse ainda que os advogados do CRM estão entrando com uma ação contra o município devido à falta de pagamento aos médicos, a inexistência de responsáveis por setores como o Raio‐X e a psiquiatria, dentre outras irregularidades. “Atualmente todos os laudos são assinados pelo Dr. Carlos Ricardo Germann. É uma barbárie administrativa.

IRREGULARIDADES
A utilização de seringas, a limpeza com água e vinagre das instalações hospitalares, falta de medicamentos, enfim de condições básicas para atender os pacientes, assim como a questão do vínculo empregatício do administrador Germann, que atua por procuração, foram levantadas pelo representante comercial Giovani Calleti. Responsável por juntar parte das provas contra essa gestão e que se encontram hoje no Ministério Público, Caletti cobrou atitude da PGM, com as denúncias sobre o contrato, apresentação de recibos de pagamento a médicos sem serem efetuados. “Isto ultrapassa o administrativo e em minha opinião, por todas as provas, é estelionato. Onde está o dinheiro que está sendo destinado em dia, tanto pelo Estado quanto pelo Município, mas não está sendo usado para tal fim?” pontuou. A representante da OAB, também se reportou a questão das notas e relatórios. Segundo ela, juridicamente se o trabalhador não recebe no dia 5, no dia 10 a procuradoria já pode agir para cobrar da administradora o pagamento, então por que isso não é feito?”

RADIAÇÃO
A radiação em torno do hospital também recebeu abordagem pela advogada da Ordem, que por inúmeras vezes perguntou à procuradora quanto à fiscalização, sem receber uma resposta direta. Diante de tantas questões o presidente da Comissão vereador Paulo Teles (PTB) que convocou tanto o Dr. Luciano Amorim, quanto a Dr. Ângela Machado, propôs a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar profundamente e com mais prerrogativas legais todas as questões envolvendo o Hospital.



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