CTG Patrulha do Rio Grande completa 33 anos | 2M Notícias

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CTG Patrulha do Rio Grande completa 33 anos

CTG Patrulha do Rio Grande completa 33 anos

O Centro de Tradições Gaúchas Patrulha do Rio Grande comemorou no dia dois deste mês, 33 anos de fundação. A ideia de sua criação partiu de um grupo de tradicionalistas que estava descontente com a situação vivenciada pelo CTG Chico Borges que estava enfrentando, conforme relato de Jairo Reis, um dos seu fundadores e que está sendo utilizado para esta reportagem, conflitos internos impossibilitavam sua plena atividade.
Ele conta que se preocupou com o que estava acontecendo e reuniu um grupo de amigos, passando a realizar encontros frequentes para a criação de um novo CTG. Recorda que a primeira reunião ocorreu no final de abril daquele ano, em jantar na casa de seu irmão Pedro Reis, sendo que após, voltaram a se reunir, até que na noite de 02 de junho de 1987, “compareceram cerca de trinta cidadãos patrulhenses. Diante do quórum satisfatório, foi estabelecida então uma primeira assembleia de futuros fundadores”.
Havendo decisão unânime, surgiu o Patrulha do Rio Grande, denominação sugerida por Rivadávia Barreto, sendo que o lema “gaúchos de pé, defendendo a tradição” foi sugerido pelo radialista Arli Correa, também sócio-fundador.
O brasão do CTG, foi criação do jornalista e artista plástico Flávio Holmer da Rosa, que igualmente sugeriu o modelo da bandeira.
A recém eleita Comissão Organizadora, ficou composta por cinco integrantes:
Pedro Reis – Presidente;
Jairo J Reis – Secretário;
Rivadavia Barreto – 2º Secretário
Milton Dos Santos – Tesoureiro;
José Reis (Tio Juca) – 2º Tesoureiro.
“Estes tradicionalistas podem ser considerados como os primeiros esteios da estrutura que edificou e que sustenta o CTG Patrulha do Rio Grande”, afirma Jairo.
As atividades começaram a ocorrer, sendo que foi alugada a sala nº 04, instalada no primeiro andar do prédio de propriedade do empresário Segmund Hnszel, localizado na Avenida Victor Villa Verde, nº 581.
Naquele primeiro escritório, aos finais de tarde, a comissão organizadora se reunia para trabalhar, receber amigos, atender associados, para chimarrear, ouvir música e, principalmente, projetar o futuro da entidade.
As primeiras domingueiras e o primeiro baile, animado pelo conjunto Os Vacarianos, tiveram como local o Clube Recreativo Patrulhense, gentilmente cedido pelo seu presidente da época, José Francisco Ferreira da Luz, o Zezo, atual vice-prefeito de Santo Antônio da Patrulha.
Em agosto de 1987, o CTG participou ativamente da criação e da realização da 1ª Moenda da Canção Nativa, festival que surgia no universo do nativismo gaúcho.
Algum tempo depois, as reuniões e eventuais ações sociais do Patrulha passaram a ocorrer em um ranchinho, situado à época no Parque Caetano Tedesco, mais tarde denominado Palco Eliseu De Venuto.
A luta por uma sede própria sempre esteve nos sonhos dos tradicionalistas do Patrulha, até que um pedaço de terra foi destinado àquela entidade para a construção de sua sede rústica, cujo trabalho foi feito em mutirões nos fins de semana pelos integrantes do CTG.
Hoje o Patrulha, que tem como patrão, Sérgio Airoldi, desfruta de uma aconchegante estrutura bem ao estilo campeiro continuando a manter vivas as raízes da Tradição.
Com destaque em todo o Estado, o Patrulha, um dos orgulhos do povo patrulhense, segue altaneiro em busca de novas conquistas.