Como vivem os artistas do Circo Baruk | 2M Notícias

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Como vivem os artistas do Circo Baruk

Como vivem os artistas do Circo Baruk

Armado em Santo Antônio há sete meses, o Circo Baruk aqui chegou para ficar apenas trinta dias, mas terminou sendo surpreendido pela pandemia, ficando armado durante sete meses em uma área ao lado do supermercado Dia.
Para a sobrevivência dos seus 22 componentes, entre artistas e familiares e agora com o nascimento da primogênita Estelinha que se torna uma patrulhense e que está com quatro meses, não foi nada fácil, mas eles resolveram fazer do limão, uma limonada. E assim passaram a vender em sinaleiras onde fazem malabarismos, nos supermercados Dia e Gomão, bem como em residências, as guloseimas que normalmente são comercializadas durante os espetáculos circenses.
O artista de circo Fábio que desde criança (são 29 anos) vive no circo e que no picadeiro assume o personagem do Palhaço Pipoca, disse que tudo isso não está sendo nada fácil, mas que todos têm batalhado diariamente para garantir a sobrevivência.
Vendendo maçã do amor, pipoca e algodão doce em copo, Fábio afirma que as frutas são doadas para que eles promovam a sua venda, o que tem sido uma grande atração para crianças e adultos durante os espetáculos do circo e que agora são oferecidas para a população nos locais aos quais nos referimos antes. O pessoal da cidade está nos recebendo de braços abertos.

AS DOAÇÕES
Há pessoas que doam alimentos, roupas e isso tem dado certa segurança aos componentes do circo.
Atualmente, o grupo está abrigado no pátio Caetano Tedesco do Ginásio de Esportes, num espaço cedido pela prefeitura, até que seja superada a pandemia e eles voltem às suas atividades normais do circo. Mas no novo local, não há espetáculos porque não podem ocorrer aglomerações.
O Palhaço Pipoca está agradecendo a todos que estão ajudando e apela para que esse apoio continue.
E por fim, lembra uma máxima que sempre utiliza no picadeiro ao encerrar o espetáculo: “Enquanto houver uma criança, o circo nunca morrerá!”