Avenida Borges de Medeiros e sua história | 2M Notícias

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Avenida Borges de Medeiros e sua história

Avenida Borges de Medeiros e sua história

A Folha Patrulhense trará a partir desta edição, a história de algumas ruas do nosso município, tendo como fonte o livro Santo Antônio da Patrulha RE – Conhecendo sua história.
Avenida Borges de Medeiros: aqui começou a cidade.
A história da Rua Grande talvez tenha começado com o casamento de Inácio José de Mendonça e Margarida Exaltação da Cruz, em 9 de junho de 1755. Eles eram donos de uma sesmaria, que pelas confrontações, se situava no local onde hoje temos a Avenida Borges de Medeiros.
Eles eram pardos forros, mas receberam instrução, sabiam ler e escrever. Foi este casal que construiu, pouco depois de seu casamento, em sua fazenda, a primeira Capela de Santo Antônio da Guarda Velha de Viamão. Registrando historicamente o nascimento da Vila, no local onde hoje vemos a Pira da Pátria, entre a Prefeitura e o Museu Caldas Junior, estes colocaram um marco homenageando os iniciadores da cidade.
As primeiras casas, naturalmente foram construídas com material existente no local; madeira, palha, para amenizar o frio do inverno rigoroso e aproveitando o barro existente na região, também usavam nas paredes externas.
Os tropeiros, os aventureiros viajantes, divulgavam as informações sobre a existência deste núcleo, a riqueza do solo, a variedade de clima, possibilitando produção abundante de alimento, além do gado existente nos campos próximos.
A Rua Borges de Medeiros foi denominada por sugestão do Conselheiro Guilherme Kämpgen que propôs uma homenagem ao preclaro chefe Dr. Borges de Medeiros, isto em 1910.

A Capela:

A Capela que ao lado tinha um sino e, atrás o cemitério (onde é o estacionamento, diante do Museu Caldas Junior). A primeira capela pouco durou, o material empregado não resistiu e houve necessidade de edificar uma segunda capela, utilizando um material mais resistente que foi demolida em 1850, por se encontrar sem condições de utilidade.
Foi construída uma igreja pequena, sem torre, no meio da quadra da rua principal, sendo inaugurada em 1853 (a torre só foi construída na virada do século). Nessa terceira igreja se rezou missa até 25 de dezembro de 1928, quando foi inaugurada a atual Igreja Matriz de Santo Antônio.

Política:

Segundo o historiador Juca Maciel, em 9 de janeiro de 1845, o vereador Padre João de Oliveira Lima, propôs à Câmara uma lei que proibia a construção de casa de palha dentro da Vila.

A história:

No primeiro decênio do século XX, os pipeiros abasteciam as casas, com água da Fonte de Santo Antônio.
O comércio foi crescendo. A bodega era onde se comprava de tudo. Às vezes se fazia um comércio troca-troca, pois a moeda era escassa. Como não havia banco, pessoas ou firmas idôneas desempenhavam esta função. A partir da década de 1840 começaram as medidas normativas para o comércio.
Em 1811, quando foi criado o município de Santo Antônio da Patrulha, o seu início ficou marcado com a colocação de um pelourinho.
Na década de 1940, quase todas as casas possuíam um pequeno reservatório de água da chuva. Na administração do senhor João Marques de Moraes, foram construídos dois poços artesianos, nos canteiros da Avenida Borges de Medeiros que canalizados, forneceram água aos moradores até a instalação da Corsan no fim da década de 1950.
A primeira agência do Banco da Província funcionou na Avenida Borges de Medeiros com a Quinze de Novembro, em 1919.
O primeiro Fórum foi na década de 1940, quando Dr. Moacir Lacerda da Cruz era juiz da Comarca de nosso município, ficava na Rua Grande, diante do sobrado da família Villa Verde.
No antigo Clube Recreativo Patrulhense, onde nos primeiros anos funcionou a Maçonaria, nesta época era utilizado como cinema e, às vezes, teatro.
Hoje, os centenários casarões da Rua Grande assistem um espetáculo diferente: dezenas de carros estacionados e várias pessoas, principalmente jovens, subindo e descendo por suas velhas calçadas ou sentados nos bancos, ou nos cordões dos canteiros, buscando diversão. É a noite que a juventude busca os bares, onde encontram os amigos, ouvem música e namoram.
Dos casarões alguns estão desocupados e mal conservados. É urgente criar uma forma de utilizar a arquitetura antiga e dentro modernizar e adequar às necessidades de cada dono.



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