Aumenta número de andarilhos e moradores de rua em Santo Antônio | 2M Notícias

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Aumenta número de andarilhos e moradores de rua em Santo Antônio

Aumenta número de andarilhos e moradores de rua em Santo Antônio

Secretaria de Desenvolvimento vem adotando políticas públicas para enfrentar problema 

 

 

Frequentadores da Praça Nossa Senhora da Boa Viagem e do futuro terminal municipal e intermunicipal de passageiros (paradão), estão apreensivos com o aumento do número de andarilhos. O fato vem gerando medo e insegurança para as pessoas que passam pelas áreas, até porque alguns deles se mostram agressivos.

Esta semana uma moradora do Bairro São José II, ligou para redação da Folha, afirmando ter se sentindo incomodada com a abordagem insistente feita por um morador de rua. Assim como ela, outros patrulhenses se sentem importunados com a situação, até porque não é de hoje que essa realidade é vista e vivenciada em Santo Antônio da Patrulha, principalmente em sua região central.

No entanto, diferentemente de outras épocas o que chama a atenção é o aumento do número de andarilhos. Conforme o coordenador do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Andrei Niekrachevicz, da secretaria municipal do Trabalho e Desenvolvimento Social, esse crescimento não é exclusividade de Santo Antônio da Patrulha. “Atualmente é difícil contabilizar o número moradores de rua por tratar-se de uma população migrante. A maioria vem de municípios da região metropolitana ou então, estão retornando da praia e encontram em Santo Antônio da Patrulha um ponto de referência”, revela Andrei, apontando que 90% dos andarilhos são provenientes de outros municípios.

A Secretaria vem implantando, em parceria com a Organização Não Governamental (ONG) Centro de Reabilitação Morada da Liberdade, e com entidades sociais o Projeto “De Volta a Vida”, acolhimento à população de rua, além de um trabalho de reinserção social. Segundo o Diretor da ONG, Wagner Pinto, os de origem patrulhense são cadastrados e recebem orientações e amparo.

“Uma das nossas dificuldades são os usuários de drogas e de bebidas alcoólicas, que acabam se tornando menos acessíveis ao nosso contato”, disse Wagner. Ele ressalta que a atuação do Centro é completamente voluntária, e atende não só esse grupo, como toda população com problemas toxicológicos. Inclusive, a ONG é mantida por doações, que podem ser feitas diretamente na Secretaria de Desenvolvimento.

A secretária do Desenvolvimento, Gloria Terra, afirma que a única forma de retirar os andarilhos ou moradores de rua dos locais públicos é através do convencimento, e que esse trabalho vem sendo feito constantemente. Ela ressalta que o caminho acordado entre as Prefeituras com relação a essa problemática é do contato com o órgão de assistência social do município de origem para localização de prontuário e/ou familiar. Em seguida, a solicitação para o encaminhamento do andarilho, de forma voluntária ou judicial.  “Os que são daqui estão sendo acolhidos e apoiados, os demais encaminhados para os seus municípios de origem”, enfatizou. O cidadão que tiver alguma reclamação com relação aos andarilhos pode entrar em contato pelo telefone 36624146.

 

Gabriela Gomes



A Falcon5M foi criada em Porto Alegre para o Brasil todo a partir da união entre as empresas W5M Comunicação e Falcon Designer, ambas com ampla experiência de 6 anos no mercado.