Apesar da crise Masal se diz otimista com relação à economia | 2M Notícias

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Apesar da crise Masal se diz otimista com relação à economia

Apesar da crise Masal se diz otimista com relação à economia

Em meio a boatos de demissão e desaceleração da produção, a MASAL S/A, uma das maiores indústrias de Santo Antônio da Patrulha, abre o jogo e responde a algumas perguntas encaminhadas pelo Jornal Folha Patrulhense sobre o impacto da crise financeira. Única empresa citada na reportagem da Folha “Economia patrulhense sofre os efeitos do ajuste fiscal” a se manifestar, a Masal fala abertamente sobre a falta de crédito, possibilidade de demissão, ajuste fiscal, reflexo na arrecadação de impostos para Santo Antônio da Patrulha e medidas adotadas para enfrentar o momento de turbulência econômica.

1 – O impacto do ajuste fiscal não tem apenas efeitos sobre o consumo. A produção pode sofrer também uma queda por ausência de estímulos econômicos e em consequência do aumento dos custos necessários para se produzir. Poderia se dizer que hoje o principal problema das empresas é a falta de crédito? Por quê?

Não podemos fazer tal afirmação, até mesmo porque é preciso analisar esta questão sob dois aspectos: o lado da indústria e do consumidor. De um modo geral existem empresas que pelas características de seus planos de investimento, seja em inovação, ampliação de plantas fabris, contratação de profissionais ou mesmo pela falta de um estoque de matérias primas, etc. estão presas ou dependentes de crédito. Neste contexto, e falando especificamente pela ótica da Masal, podemos dizer que a empresa, mesmo em meio a um cenário de crise na economia nacional, está conseguindo manter suas operações graças à solidez de seus relacionamentos com fornecedores e adoção de critérios que determinam o ritmo da produção, sem que isso venha impactar em grande escala a economia da empresa. No que tange especificamente, ao impacto do ajuste fiscal, vemos que a postura das empresas precisa ser cautelosa nas tomadas de decisão, diante do que vem por aí. O impacto do ajuste fiscal nos termos propostos hoje no Brasil representa mais ônus para as empresas e mais bônus para o governo. Há uma relação inversa.  Quanto ao crédito ao cliente final, vê-se que, embora as linhas estejam abertas existe muita insegurança nas negociações, em virtude da falta de recursos, especialmente naqueles agentes financeiros que dependem dos recursos de BNDES. Para os produtores rurais, o aumento dos juros do PSI e MODERFROTA, gerou certa cautela. Agora, temos que aguardar os anúncios dos Planos Safra 2015/2016, tanto na Agricultura Familiar (PRONAF), quanto para Agricultura Empresarial para se ter uma ideia de como o agricultor vai reagir.

2 – Quais são as consequências a curto e médio prazo da desaceleração da produção para saúde financeira da indústria e a repercussão na arrecadação de impostos para Santo Antônio da Patrulha?

A desaceleração econômica sem dúvida causa perda de renda líquida para todas as empresas. Do ponto de vista da municipalidade, a perda também pode ser expressiva, na medida em que reduz o imposto sobre serviço (expressão municipal) e imposto sob circulação de mercadoria (expressão estadual) reduzindo a base de repasse para o rateio para os município e o próprio IPI, que repercute na esfera federal. Portanto, a desaceleração econômica e ruim para todos: as empresas vendem menos o governo arrecada menos e o desemprego aumenta. No caso da Masal, embora já enfrentado alguma dificuldade de mercado, ainda mantem-se no razoável patamar de vendas, importante para a manutenção dos empregos.

 3 – As demissões ocorridas recentemente já são um reflexo do ajuste fiscal adotado pelo Governo Federal? Diante desse novo cenário haverá novas demissões?

Podemos dizer que demitir é, em geral, o último recurso utilizado por uma empresa para minimizar os reflexos de um período de crise. No caso da MASAL, estamos envidando todos os esforços no sentido de manter os postos de trabalho. Demitir não está em nossa pauta. Estamos sim, minimizando gastos em outras áreas, com o objetivo de manter as finanças da empresa equilibradas. Sabemos  que muitas famílias dependem deste trabalho. Somado a isso, a empresa sabe do valor dos profissionais que compõe sua equipe e deseja mantê-los.

 4 – Qual a política econômica adotada pela empresa para se ajustar ao pacote e continuar produzindo? Existem alternativas para contornar a crise ou perspectivas de futuros investimentos?

Somos otimistas. A MASAL tem uma trajetória respeitável e um  patrimônio intangível forjado por clientes, fornecedores, investidores, enfim, relacionamentos construídos a mais de seis décadas, e que tem nos mantido atuantes no mercado. Temos ainda uma marca reconhecida internacionalmente. Naturalmente, que vivemos dentro de uma realidade global que sinaliza para tempos de crise. As medidas adotadas pela a empresa para este enfrentamento, passam fundamentalmente, pela redução de gastos. Estamos investindo racionalmente os recursos, mas acreditamos que vivemos um momento de transição. Quantos as alternativas, acreditamos que continuar trabalhando e vislumbrando oportunidades são as melhores.



A Falcon5M foi criada em Porto Alegre para o Brasil todo a partir da união entre as empresas W5M Comunicação e Falcon Designer, ambas com ampla experiência de 6 anos no mercado.