Afinal: Dom Pedro esteve, ou não, em Santo Antônio? | 2M Notícias

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Afinal: Dom Pedro esteve, ou não, em Santo Antônio?

Afinal: Dom Pedro esteve, ou não, em Santo Antônio?

Um fato que faz parte da tradição histórica de Santo Antônio da Patrulha está sendo contestada por um historiador do Litoral Norte: Dom Pedro, ao contrário do que relata a História, não teria passado pela sede do município.
O Jornalista e Historiador Nelson Adams Filho esteve na redação da Folha Patrulhense com exemplares de sua obra “A Maluca Viagem de Dom Pedro I pelo Sul do Brasil”. Na página 103 existe uma referência sobre a tão falada passagem do Imperador pela sede de Santo Antônio. E segundo Adams Filho, isso nunca teria acontecido. Se isso for verdade, poderá cair por terra um dos fatos históricos mais importantes da história do município: a de que Dom Pedro teria sido recebido por uma comitiva oficial, bebido água de uma bica, autorizado a construção do prédio para a Fonte e pernoitado na casa, onde hoje se localiza o Museu Caldas Júnior.
Eis o relato do Historiador:
“Em Santo Antônio da Patrulha, um dos municípios-raiz da Província do Rio Grande e da região do Litoral Norte gaúcho (dá origem a 77 municípios), a Lenda sobre a passagem de Dom Pedro I é maior ainda. A fonte dessas lendas e fantasias continua sendo Aurélio Porto, pois é nele que se baseiam os micro-historiadores locais para contarem o que seria a história.
“Diz a “história” que Dom Pedro foi recepcionado na cidade por um piquete de cavalarianos tendo à frente o sargento-mor e vereador Paulo Pereira da Silva Alano.Vinha acompanhado desde Torres (são 120 quilômetros, 20 léguas) pelo médico Marcos Cristino Fioravanti que inclusive receberia um “Hábito de Cristo” – uma condecoração como Cavaleiro da Ordem de Cristo – pelos excelentes serviços de recepção ao Imperador, e demais autoridades. Pernoitou na casa do médico e à noite foi também homenageado com um jantar oficial, bebendo água do chafariz da cidade. Ainda segundo a “história” local, depois de beber água do chafariz e preocupado com o sistema de abastecimento de água da cidade, o Imperador autorizou a construção da Fonte, referenciada há quase 100 anos como ponto histórico e cultural da cidade.
Recebe cuidados e restaurações frequentes por parte do Poder Público. Local obrigatório no roteiro histórico da cidade, assim como o Museu.
“A casa, por sua vez, é há muitos anos a sede do Museu Antropológico Caldas Júnior e guarda todas essas relíquias da passagem do Imperador, inclusive uma palmeira imperial que teria por ele sido plantada.
“A ‘história’ prossegue dizendo que no dia seguinte, 7 de dezembro, Dom Pedro assistiu missa na Igreja Matriz oficiada pelo padre José de Rezende Novaes e seguiu para Porto Alegre.
“Dom Pedro, porém, diz que saiu de Tramandaí às 13 horas e 30 e às 16 horas e 45 minutos chegou na Estância do Peixoto, proximidades de Santo Antônio da Patrulha. E ali ficou…
“No dia seguinte, as 5 horas e 30 minutos seguiu sua viagem para Porto Alegre. Assim, nada de missa! Muito menos o pernoite ou a recepção oficial de gala. A não ser que o Imperador tenha mentido (ou omitido!) esses detalhes em seu Itinerário. Mas é difícil que isso tenha ocorrido. Até mesmo pelos horários da chegada e da partida, no dia seguinte.”
Como se observa, trata-se de uma publicação que certamente vai gerar debates e muita polêmica entre os historiadores até que se saiba quem realmente está com a razão: se Nelson Adams Filho, ou a História local, para que não se desmistifique um fato tido até agora como verdadeiro. Afinal, a construção da fonte não teria surgido do nada, porque certamente algum embasamento teve para ser edificada.



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