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A palavra do Presidente Luciano fala sobre a Moenda

A palavra do Presidente         Luciano fala sobre a Moenda

A FOLHA PATRULHENSE está divulgando entrevistas sobre a Moenda, tanto com intérpretes, como com responsáveis pelo Festival.
Você vai conhecer agora o pensamento de Luciano Peixoto, atual presidente:
FOLHA PATRULHENSE: A Moenda sempre teve que batalhar muito para realizar os seus eventos. Qual a tua avaliação deste ano, especialmente depois da exigência da LIC em não poder cobrar ingressos?
LUCIANO PEIXOTO: Bom, a LIC, Lei de Incentivo à Cultura, é hoje e há muitos anos a única forma de podermos realizar o festival. Existem outras formas de capitação de recursos, mas para nós continua sendo mesmo com todas as dificuldades, o melhor recurso financiado pelo PRÓ-CULTURA.
Dificuldades sempre ocorreram, cada ano é uma batalha para se consegui realizar o festival. Este ano parecia que não iria acontecer. A Secretaria de Cultura do Estado fechou em outubro do ano passado para propostas de projetos culturais e só abriu em março deste ano com novas propostas de captação.
A Moenda, devido aos fatores de que na época o cenário econômico não era dos melhores optou por um valor dentro das propostas da Secretaria, na qual nos viabilizaria realizar o festival sem receio de termos prejuízos. Por isso, optamos em liberar as cadeiras e arquibancadas, somando mais um fator como um presente aos patrulhenses para poder assistir o festival.
Saliento aqui que a Lei de Incentivo à Cultura por ser uma renuncia fiscal de ICMS, não nos permite contratar a exemplo shows de fora do Estado do Rio Grande do Sul. Portanto, esta proposta acaba engessando o projeto, a não ser que se tenha outra fonte de recursos para poder trazer um show Nacional.
Também se pensou neste ano ter a participação dos músicos e cantores locais para realização dos shows de sexta e sábado, que foram coordenados pelo Diogo e pelo Nilton Jr. relembrando algumas canções comemorativas aos 30 anos do festival e dando oportunidade para podermos mostrar o quanto temos de talentos na nossa cidade.
FOLHA: A qualidade musical da Moenda, na tua opinião, está aumentando?
LUCIANO: O que tenho percebido nos últimos anos é uma preocupação por parte dos jurados. Eles já sabem que a Moenda é um festival diferente. E quando se começa a triagem a comissão central, coloca a proposta da Moenda. “Música boa e de qualidade”, e a Moenda tem este diferencial: de ser eclética, sem linhas, sem restrições. O autor, compositor, o arranjador e o intérprete que fazem a arte. Não somos nós (que nem os jurados) que ditamos regras. Está no artista mostrar o melhor de si e talvez a formatação das selecionadas pelos jurados formasse um mosaico musical, e com isso certamente o CD e DVD da 30ª Moenda será um dos melhores. Nos últimos anos ocorreram restrições do regulamento que só permite que o autor ou em parceria poderia mandar somente cinco composições. Isso faz com que o autor mande as suas melhores composições. E talvez esteja aí o resultado da qualidade musical.
FOLHA: Ouvimos muitos elogios sobre o nosso festival. É sempre, na nossa opinião, um desafio para que ela continue sempre sendo realizada. Concordas com isso ?
LUCIANO: Temos recebido muitos elogios vindos de todas as partes do Rio Grande do Sul e do Brasil, principalmente dos Patrulhenses que este ano tiveram a oportunidade de assistir o festival.
No Domingo saí pelas arquibancadas distribuindo o vinil como lembrança da 30ª Moenda. O que eu vi? Muitas famílias de volta ao festival e a recompensa por parte dos músicos que mesmo com uma ajuda de custo baixa, vieram entendendo a atual situação, caso do Zé Alexandre e do Mineiro Zebeto Correia que acabou ganhando o festival.
O desafio foi feito na última noite. Perguntei ao público se eles queriam mais Moenda no ano que vem. A resposta foi que sim. Então foi lançado mais um desafio: que venha a 31ª MOENDA!
A Moenda não pode parar, hoje somos conhecidos também como a “Terra da Moenda”.
O que falta é a comunidade Patrulhense voltar a abraçar o festival e como Santo Antônio não tem um projeto sólido de turismo, as “pessoas” ainda não têm uma real noção do retorno financeiro que a cidade recebe.
FOLHA: O fato da não cobrança de ingressos poderá causar problemas para a próxima edição?
LUCIANO: Acredito que não, provavelmente o próximo projeto será no mesmo formato: cadeiras e arquibancadas de graça.
FOLHA: A equipe da Moenda sempre tem sido um referencial. Qual a tua opinião sobre este grupo que te apoia?
LUCIANO: Uma andorinha só não faz verão. Portanto, eu sozinho não faço o festival, todos são imprescindíveis para o sucesso do festival. Cada um tem suas tarefas, o meu muito obrigado a esta equipe maravilhosa. São eles, Aliston e Simone, Mariza, Luzardo, Nice, Margô e Milton, Solani, Neda, Lia, Silvia, Marilise, Jordana, Dhandara, Docinho, Aline, Henrique, Vanessa, Eloisa, Debora, Rafaela, Fernanda e Silvinha.
FOLHA: Vendo o ginásio lotado nas três noites. O que isto representou pra ti?
LUCIANO: Vendo o ginásio lotado nas três noites foi muito gratificante, porque sempre pensei em poder liberar as arquibancadas, mas nunca era possível, e como falei anteriormente o que vi no domingo foi muitas famílias nas arquibancadas. Parecia que tinha voltado no tempo, quando a Moenda começou onde era novidade, talvez esta novidade seja a fórmula de se formar uma nova geração que foi e observou, sendo os apreciadores do festival. Aliás para a Moenda sobreviver é preciso que a comunidade volte a abraçá-la.
FOLHA: Trinta anos de festival. Na tua avaliação a Moenda continua sendo exemplo de que eventos bem planejados podem, sim serem realizados e que os desafios sempre são vencidos nesse sentido?
LUCIANO: Quando se forma uma boa equipe de trabalho, pode até ser difícil, mas os desafios são vencidos quando se acredita.
Fazer Cultura no Brasil é muito difícil, talvez seja por isso que muitos desistem, porque são muitas barreiras. Em todos os aspectos de um projeto simples como esse existe tanta burocracia que para se ter uma ideia, este ano, 15 dias antes ficamos no impasse se teríamos como fazer.
O festival se vive o ano todo, logo após terminar uma edição já se começa a pensar e planejar o próximo, porque existem os tempos e tramites de aprovação e captação de recursos e hoje estamos com muitos profissionais trabalhando no festival, justamente para resolver nossos problemas no decorrer do evento.
FOLHA: Unir a Moenda e a ExpoSAP não seria mais benéfico para angariar recursos para os dois eventos numa só edição?
LUCIANO: São dois eventos distintos: primeiro a Moenda é um evento que tem um foco o FESTIVAL.
A Associação Moenda tem o objetivo de realizar e manter o festival que ocorre dentro do Ginásio Municipal.
A Feira do Livro se adequou muito bem junto com a proposta da Moenda que é um evento cultural, e Musical também é autor de livros, mas ainda falta sintonia entre a Feira do Livro e a Moenda, no que diz respeito à produção literária dos autores compositores e músicos. O que temos ao entorno do ginásio é o que o festival necessita, e a feira tem horários que não atrapalha o festival. O que temos hoje é um belo convívio cultural na parte da rua durante o dia muito elogiado pelos músicos, ou seja, quem faz cultura aprecia a cultura.
Quanto à questão econômica, não seria uma decisão da Associação Moenda, o nosso objetivo é realizar o festival independente do que ocorre ao seu entorno. O que queremos é ver o povo prestigiando o festival como ocorreu este ano, pois o público é o sucesso da Moenda.



A Falcon5M foi criada em Porto Alegre para o Brasil todo a partir da união entre as empresas W5M Comunicação e Falcon Designer, ambas com ampla experiência de 6 anos no mercado.