7 anos da tragédia da Boate Kiss | 2M Notícias

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7 anos da tragédia da Boate Kiss

7 anos da tragédia da Boate Kiss

A noite e a madrugada de 27 de janeiro de 2013, era, como tantas outras em fins de semana, para os jovens curtirem um bom som e dançarem na então famosa Boate Kiss, em Santa Maria. E entre eles, estavam Camila Massulo Ramos, então com 24 anos e o companheiro Maiquel Olerich, que tomaram a decisão de ir à boate, porque ela, que pretendia visitar a família no dia 25 daquele mês, não conseguiu em função de seu trabalho em uma farmácia.
Mas tudo mudou quando uma fagulha atingiu o teto, transformando em segundos um ambiente, até então festivo, num cenário de terror e morte.
O desespero dos jovens buscando as saídas, o empurra-empurra, pessoas sendo pisoteadas na angústia de deixar o local, em instantes transformaram aquele ambiente, num cenário de morte. Do lado de fora, pessoas angustiadas tentando arrombar as paredes e em pouco tempo, os gritos de pavor silenciaram.
Os bombeiros, quando conseguiram entrar no local se depararam com a maior tragédia ocorrida no Rio Grande do Sul: mais de 230 corpos empilhados. Os que não morreram pelo fogo, sucumbiram pela fumaça tóxica que se desprendeu do material de que fora feito o forro da boate.
E entre os corpos estava o de Camila. No total perderam a vida 242 jovens.
Hoje, o corpo de Camila, que um dia sonhou ser comissária de bordo, repousa no nicho 607.
A dor permanece no coração dos familiares que se confortam com as lembranças bonitas de Camila.
Na época, o jornal Zero Hora publicou uma comovente crônica, repercutida pela Folha Patrulhense, que lembrava o acontecido e relatava as cenas de tristeza no Ginásio Municipal de Santa Maria para onde os corpos foram levados, aguardando os procedimentos legais e a retirada pelos familiares. O texto de Zero Hora concluía assim:
“É a maior tragédia da história do Rio Grande do Sul. Nunca, no Estado, houve um cenário como o do Ginásio Municipal de Santa Maria, com mais de 200 corpos dos filhos desse chão rojados sobre uma lona vulgar, deitados de olhos fechados, os membros já tomados pelo rigor da morte, alguns com os braços estendidos como se pedissem socorro, alguns com as mãos em garra, tantos outros parecendo calmos, como se dormissem. Muitas meninas lindas, muitos meninos de tênis e camiseta. Todos jovens.”

Texto com base em reportagem divulgada na época pela Folha Patrulhense.




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