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Sindilojas e entidades são contrários ao reajuste salarial dos vereadores

Sindilojas e entidades são contrários ao reajuste salarial dos vereadores

Somos contrários ao reajuste salarial dos vereadores. Este foi o teor do pronunciamento do presidente do Sindilojas, José Rosa, na Tribuna Popular da sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Gravataí, na noite desta terça-feira, 26 de julho. O discurso foi acompanhado por colaborares do Sindilojas, representantes de sua diretoria, da Acigra, do Conselho Regional de Contabilidade (CRC-RS), Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI) e do Observatório Social do Brasil – Gravataí e Glorinha (OSBG), entre outras entidades.

Atitude é fundamental
“Indignar-se é importante. Atitude é fundamental”, disse José Rosa ao apresentar aos parlamentares o motivo de ter vindo à Câmara com os representantes das entidades. Explicou que em um momento de recessão, não existe da parte dos políticos um projeto de redução de despesas, haja visto que o Legislativo acaba de aprovar mais um autorreajuste salarial, mesmo que legal e justificado pela necessidade de reposição inflacionária dos salários dos servidores.

Legitimidade
José Rosa também procurou mostrar aos vereadores que o salário deles, hoje em R$ 9.500,64 mensais, já está bastante acima das médias de mercado para funções com carga horária bem maior do que a da Câmara. Por exemplo, citou que um comerciário precisa trabalhar seis meses para pagar o salário de um vereador.
Destacou que as entidades ali representadas têm legitimidade para discordar do autorreajuste, porque são os empreendedores e trabalhadores que pagam os impostos, de onde vêm os recursos dos salários do poder público.

Quanto custa
Para ilustrar que as empresas não têm mais como bancar os reajustes do setor público, o presidente do Sindilojas fez uma apresentação intitulada “Quanto custa manter uma loja de 50 m2?”. Os dados revelam que um comércio com faturamento médio mensal de R$ 30 mil tem resultado negativo e exige “jogo de cintura” do empreendedor para manter seu negócio no mercado.

Fazer história
Citou ainda o caso do aumento de ICMS promovido pelo Governo Ivo Sartori no ano passado, que não resolveu os problemas fiscais do Estado e causou o fechamento de milhares de empresas, além de deixar 100 mil gaúchos sem emprego.
“Nos falam em proteger o emprego. Mas quem protege o empreendedor, que gera emprego e renda? Falam em interesse dos trabalhadores. Que interesse? Somos nós que nos preocupamos com os trabalhadores e sofremos quando temos que demiti-los”, desabafou José Rosa. Ele convidou os vereadores a fazerem sua cota de sacrifício, não aumentando mais seus salários, e a fazerem história. “Sabemos que podemos contar com vocês”, finalizou.