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Novas nomeações de professores a escolas

Do total de 910 nomeações (são 495) e contratações emergenciais (275) de professores autorizadas pelo governo do Estado para as escolas, houve ontem um segundo chamado de aprovados em concurso, desta vez  de mais 98 profissionais pela Secretaria da Educação do RS. A anterior, de 397 professores, ocorreu no dia 3 e estes ainda passam por perícia médica, a última etapa antes de ingressarem nos quadros do Estado e estar em aula. Já as contratações emergenciais vêm ocorrendo de forma gradual. Ontem a Secretaria informou que ainda há ajustes a ser feitos e as Coordenadorias Regionais prosseguem levantamentos sobre necessidades das escolas.

Para suprir a falta de professores neste começo de ano letivo, em algumas escolas a saída tem sido acrescentar horas a mais a profissionais que já estão em atividade, aponta a Secretaria. O Cpers/sindicato indica que em outras, estudantes são liberados mais cedo, conforme a presidente da entidade, Helenir  Aguiar Schürer, causando prejuízo ao aprendizado além de haver, depois, a necessidade de recuperação de conteúdo. “Estamos desde o dia 2 de janeiro alertando”, comentou ontem (16) a dirigente.
Tanto as contratações emergenciais, nos casos em que não há banco de espera de aprovados em concurso quanto as nomeações foram autorizadas pelo governo do Estado como exceção ao decreto de janeiro que veda novos chamados, entre outras determinações adotadas para cortar gastos. Fazem parte do quadro do magistério hoje em torno de 78 mil professores.

Além de acompanhar as nomeações às escolas, o Cpers/sindicato deve intensificar, a partir da segunda metade do mês, as reivindicações salariais. Os professores têm assembleia geral mercada para o próximo dia 27, às 13h30, no Gigantinho em Porto Alegre, para definir a pauta da campanha salarial.  “Nossa preocupação é que não vemos movimento do governo em busca de recursos”, afirma. Já em relação ao governo federal, a entidade quer que o Congresso aprove logo o orçamento da União e a destinação dos royalties do petróleo à educação.

Até agora as reivindicações do magistério gaúcho  entregues ao governo foram de reajuste do piso nacional da categoria, de 13,01%, e mais 34,6% pendentes do governo anterior. Porém, Estado e Cpers ainda não chegaram a negociar salário.

Texto: Thamy Spencer | Repórter Especial JG/ADI