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A Eleição que não terminou…

A Eleição que não terminou…

Candidato impugnado Daniel Bordignon (PDT) obtém mais de 45 mil votos que dependem de validação do TSE.

Candidato impugnado pela Justiça Eleitoral, Daniel Bordignon (PDT) poderá obrigar a cidade a refazer as suas eleições caso seja confirmado o indeferimento de sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em Brasília. Se o TSE não se pronunciar a respeito da decisão até a data da diplomação, em meados de dezembro, caberá ao futuro presidente da Câmara de Vereadores assumir o cargo de prefeito da cidade em 1º de janeiro. Numa eleição atípica, em que o candidato trabalhista desafia a Justiça e abusa de recursos para se garantir no pleito, conforme as regras do TSE, os seus 45.374 votos ficaram em separado, sendo considerados por enquanto como anulados. Ou seja, na contabilidade seus votos não são considerados válidos.
Mesmo diante de todo o imbróglio judicial em torno de sua candidatura, Daniel Bordignon obteve a maior votação dentre os concorrentes à Prefeitura de Gravataí, com 11.954 votos a mais em relação ao segundo colocado, o prefeito Marco Alba (PMDB), que conquistou 33. 360 votos (39,96%). Terceira colocada, Anabel Lorenzi (PSB) fez 25.686 (30,77%). Levi Melo alcançou 19.395 votos (23,23%). Professor Valter do PT fez 2.566 (3,07%), Rafael Linck (PSol) fez 2.132 votos (2,55%), enquanto que Sadao Makino (PSTU) foi o último colocado, com 351 votos (0,42%).
De acordo com a promotora eleitoral Ana Carolina de Quadros Azambuja, após o julgamento da última quinta-feira (29) no TRE-RS, que confirmou a pela segunda vez a impugnação ao registro de candidatura, Daniel Bordignon, sabia que participaria das eleições estando impedido de ser proclamado eleito e assumir o cargo. “A Junta Eleitoral não tem como proclamar eleito o candidato que obteve a maioria dos votos se seu registro estiver indeferido. Diante desta impossibilidade jurídica, não restará alternativa a não ser realizar novas eleições”, explica.

// O que acontece agora  
A maior votação à candidatura sub judice de Daniel Bordignon gerou três cenários que vão impactar diretamente na vida da população:
• Cenário um: caso o candidato Bordignon tenha seu recurso negado pelo TSE, teremos o indeferimento da chapa majoritária e novas eleições sem a participação dele;
• Cenário dois: caso o candidato Bordignon consiga reverter a decisão do TRE no TSE, ele assume;
• Cenário três: caso o TSE não julgue este ano a situação do candidato Bordignon, assume, em 1º de janeiro do próximo ano, o presidente da Câmara de Vereadores.

// A história se repete  
Esta é a terceira vez desde 2008 que Bordignon insiste com sua candidatura sub judice. Mesmo sendo impugnado do Ministério Público, o ex-prefeito desafia a Justiça e sai às ruas defendendo sua legitimidade. Na primeira vez, às vésperas das eleições, abdicou da candidatura em favor de sua vice Rita Sanco, que acabou eleita com nome e foto de Bordignon nas urnas. Depois foi cassada pelos vereadores em 2011. Em 2012, também foi impugnado, mas não causou maiores prejuízos, pois não se elegeu, perdendo no voto para o prefeito Marco Alba. Agora, em 2016, já em outro partido (foi do PT para o PDT), Bordignon tenta de todas as formas garantir sua candidatura, mesmo sabendo que pode trazer prejuízos eleitorais para a cidade. Bordignon se elegeu pela primeira vez, como vereador, em 1988, pelo PT. No ano seguinte assumiu a presidência da Câmara Municipal. Concorreu a prefeito em 1982, 1992 e se elegeu a primeira vez em 1996, com 35.359 votos. Quatro anos depois, foi reeleito com quase o dobro de votos (66.587). Ele foi eleito deputado estadual em 2002 e 2006. Atuou na Frente Parlamentar em Defesa do Meio Ambiente e fez projeto no sentido de só permitir concessões ou privatizações dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário com autorização via plebiscito em cada município gaúcho.

//Nas urnas

• Resultado para prefeito

Daniel Bordignon (PDT) – 45.374 votos*
Marco Alba (PMDB) – 33.420 votos (39,95%)
Anabel (PSB) – 25. 756 votos (30, 79%)
Dr. Levi (PSD) – 19.420 votos (23,21%)
Professor Valter (PT) – 2.578 votos (3,08%)
Rafael Link (PSOL) – 2.134 votos (2,55%)
Sadao Makino (PSTU) – 352 votos (0,42%)
* Votos dependem de validação do TSE

• Vereadores eleitos

Paulinho da Farmácia (PMDB) – 2.947 votos
Dimas Costa (PSD) – 2.880 votos
Clebes Mendes (PMDB) – 2.654 votos
Nadir Rocha (PMDB) – 2.450 votos
Alan Vieira (PMDB) – 1.986 votos
Paulo Silveira (PSB) – 1.941 votos
Jo da Farmácia (PTB) – 1.936 votos
Carlos Fonseca (PSB) – 1.911 votos
Fabio Avila (PRB) – 1.728 votos
Alex Tavares (PMDB) – 1644 votos
Dilamar (PSD) – 1.597 votos
Rosane Bordignon (PDT) – 1.578 votos
Alex Peixe (PDT) – 1.468 votos
Airton Leal (PV) – 1.445 votos
Aureo Tedesco (PSDB) – 1.431 votos
Bombeiro Batista Martins (PSD) – 1.314 votos
Roberto Andrade (PP) – 1.306 votos
Evandro Soares (DEM) – 1.200 votos
Demétrio do Esporte (PDT) – 1.188 votos
Neri Facin (PSDB) – 995 votos
Wagner Padilha (PSB) – 864 votos