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Sem piedade, criminosos atiram e matam bebê na barriga de mãe

Sem piedade, criminosos atiram e matam bebê na barriga de mãe

“Nada no mundo justifica isso”, lamentou um policial em tom de desabafo ao se referir a um dos crimes mais cruéis acontecidos em Gravataí nos últimos anos. Ele estava se referindo a morte de um bebê que no ventre da mãe, se preparava para nascer, mas acabou morrendo com um tiro na coluna, ainda na barriga da mãe, Júlia Fogaça, 18 anos. O bebê morreu junto com o pai, Jonathan Barbosa, 22 anos, na noite de quinta-feira e a mãe, seguia internada da UTI do hospital Dom João Becker até o sábado.
O crime aconteceu por volta das 22h30, quando o casal no veículo Kadett pela avenida Parque Itatiaia. A poucos metros da RS-030, na parada 98 do Passo da Caveira o carro da família foi fechado por outros dois veículos. Sem tomar conhecimento os bandidos descarregaram as armas contra o carro das vítimas que não tiveram como reagir.
Jonathan morreu no local. Júlia ficou agonizando enquanto os desalmados entraram nos carros e fugiram. Ela foi socorrida e encaminhada para a emergência do Dom João Becker. Como os tiros atingiram principalmente a barriga da jovem, os médicos foram forçados a fazer o parto da criança. Foi ai que descobriram que o anjinho tinha sido atingido com um tiro na coluna e havia morrido.
O caso está sindo investigado pela delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo o comissário Jair Gonçalves, a polícia tenta descobrir quem seriam os homens que desceram dos carros, uma Echo Sport e um Citroen, carros que teriam fechado o Kadett das vítimas. Uma das linhas de investigação está relacionada aos antecedentes de Jonathan que tinha passagens por tráfico de drogas e era investigado suspeito de participar de dois homicídios. “Ele já tinha sido preso meses atrás por suspeita de um crime de homicídio e tem passagens por tráfico. A morte pode ter sido motivada por acerto de contas”, disse.
Jair acredita que os criminosos já estivessem seguindo Jonathan bem antes da abordagem e lamenta profundamente o desfecho da história. “inaceitável terem atirado em uma mulher grávida e tirado a vida de uma criança que nem teve a chance de nascer. Isso me deixa muito triste e preocupado com a falta de qualquer tipo de sentimento em bandidos que supostamente, para se vingar, mataram uma criança ainda no ventre da mãe”, lamenta.

Texto: Patricia Mello