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Jovem desconfia que vizinho é informante da polícia e o chama para a morte

Jovem desconfia que vizinho é informante da polícia e o chama para a morte

Uma morte banal. Assim pode ser chamada a execução de Rogério Luis Tanieski, 47 anos, ocorrida na manhã de quinta-feira, no bairro Padre Réus. A vítima foi executada pelo vizinho J.F.F., 22 anos, somente por usar um fone de ouvidos. Pois foi isso mesmo que aconteceu na manhã de quarta-feira, na rua Sertório, no bairro Padre Réus.

De acordo com testemunhas, Rogério, que estava desempregado e por isso costumava ficar sentado na parte da frente, entro do pátio de casa, observando o movimento. Por volta das 8h30, o acusado teria chegado na frente da casa da vítima e o chamado. Quando Rogério levantou e se aproximou do portão, o suspeito sacou a arma e atirou a queima roupa. Rogério morreu no local e o suspeito, sumiu.

Um irmão da vítima, que pediu para não ter o nome divulgado, confirmou para a reportagem que uns dias atrás, o acusado tinha encrencado com seu irmão, por um motivo bobo. “Meu irmão estava desempregado e por isso, ficava sentado na frente da casa, dentro do pátio, com o fone de ouvido. O “fulano de tal”, desconfiou que ele estava passando informações para a polícia e disse que ia se vingar”, contou o irmão. Logo em seguida ao crime, a Brigada Militar foi acionada, bem como a volante da delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Os agentes chegaram a ir até a casa do suspeito. Lá falaram com o pai dele, que teria confirmado que realmente Rogério e o filho tinham um desentendimento. Disse ainda que não tinha nenhuma notícia do filho. Já o comissário Jair Gonçalves revela que o acusado é um velho conhecido das autoridades. Contou que em 2013, ele foi acusado de tentar matar L.M.P.C., no bairro Neiva da Costa. “Ele foi reconhecido pela vítima, mas por questões legais, acabou não sendo preso, mas foi indiciado”, revelou. Com relação a morte de quinta-feira, destaca que, como o suspeito já foi reconhecido e não houve a prisão em flagrante, a polícia aguarda o comparecimento dele para que preste esclarecimentos. A vítima não tinha antecedentes.

 

Texto: Patrícia Mello