Família espera por justiça há um anos | 2M Notícias

Edições Online

Capa Gravataí Capa Cachoeirinha Capa Sto Antonio

Família espera por justiça há um anos

Família espera por justiça há um anos

“Quando cheguei em casa a janta ainda estava quente. Era a prova do carinho que ele tinha para comigo”, lembra Juliana Maciel, 22 anos. Ela está se referindo ao esposo Patrick Almeida Pereira, morto no dia 23 de abril do ano passado, ao 25 anos. Até hoje, a jovem espera por uma única palavra: justiça. E que os assassinos do marido ainda não foram presos.

O crime aconteceu por volta das 22h, quando o jovem, que trabalhava como instalador de ar condicionado terminou de fazer o jantar, olhou em seu relógio, pegou os documentos e a chave da moto Twister vermelha e saiu de casa, no bairro São Luiz, na parada 68 da avenida Dorival Cândido Luz de Oliveira. O destino era a parada de ônibus, onde todas as noites ia buscar Juliana, que na época trabalhava em um escritório de telemarketing em Porto Alegre. Como o bairro é perigoso, Patrick não deixava a esposa ir para casa a pé.

No meio do caminho, ele foi surpreendido por dois homens que estavam em uma motocicleta. Armados, pediram a moto de Patrick, que por ter comprado a mesma com muito sacrifício, reagiu. Acabou levando um tiro nas costas e morreu no local.

Juliana lembra que no dia do crime, quando chegou em casa a comida ainda estava quente, sobre o fogão, pois Patrick costumava fazer a janta para esperar a esposa. O gesto de carinho não é esquecido pela jovem que desde que o marido morreu, não consegue mais ter uma vida normal. Agora, ela não trabalha e chegou a tomar 13 tipos de remédios, pois teve síndrome do pânico. Tudo por causa da tragédia.

Até hoje a esposa espera por uma resposta da polícia. “Me informaram que não há suspeitos e nem testemunhas. Não consigo acreditar que em uma avenida movimentada, ninguém tenha visto nada. Só o que quero é saber quem matou o meu marido e que acabou com minha vida e do filho dele”, lamenta ao informar que o esposo tem um filho de outro relacionamento e que tinha quatro anos na época.

O caso é investigado pela 2ª delegacia de Polícia. Segundo ela, as autoridades até hoje não deram nenhuma resposta, não conseguiram identificar nenhum dos criminosos. Patrick não tinha antecedentes.

11040790_1061181147230974_227331764_n

 

Texto: Patricia Mello