Emoção e homenagens no enterro do policial Rodrigo | 2M Notícias

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Emoção e homenagens no enterro do policial Rodrigo

Emoção e homenagens no enterro do policial Rodrigo

Cerca de mil pessoas prestaram homenagem ao policial civil Rodrigo Wilsen da Silveira, de 39 anos, durante velório realizado no Cemitério Municipal São João, em Porto Alegre, no último sábado (24). O escrivão foi assassinado a tiro na última sexta-feira (23) durante operação policial contra o tráfico de drogas na região Central da cidade. A capela B, os corredores, e as duas entradas de acesso ao cemitério ficaram lotadas de amigos, agentes e delegados da Polícia Civil, praças e oficiais da Brigada Militar e guardas municipais.

Por volta do meio-dia de sábado Rodrigo foi enterrado no jazigo 547, quadra 15, do Cemitério São João. Sobre o caixão havia as bandeiras do Grêmio e da Polícia Civil. A da corporação foi entregue a Raquel Biscaglia, esposa de Rodrigo, que se abraçou a ela e chorou. Ao final do funeral, o helicóptero da Polícia Civil, um Esquilo B3 sobrevoou o cemitério, lançando, por duas vezes, “chuva” de pétalas de rosas branca, sob aplausos da multidão. As informações são de Zero Hora.

Para o ex-chefe de Polícia Ranolfo Vieira Junior, o momento é de reflexão sobre a legislação, pois o homem apontado como matador do escrivão deveria estar preso. “Como um homem desses entra e sai da cadeia? Precisamos avaliar o fato em si e todos os aspectos que envolvem a segurança, o sistema legal e o Judiciário, que tem nos decepcionado, a começar por Brasília”, desabafou.

 

Batalha contra o tráfico

Rodrigo Wilsen da Silveira, escrivão e chefe de investigação da 2ª Delegacia de Polícia de Gravataí, trabalhava em uma operação contra o tráfico de drogas quando foi baleado na cabeça por um criminoso. O caso aconteceu no Condomínio Paseo Centralle na manhã de sexta-feira (23).  Atendido no Hospital Dom João Becker, ele não resistiu ao ferimento e faleceu. A esposa dele, Raquel Biscaglia, também agente da polícia, estava na mesma operação, presenciou a morte do marido e precisou ser atendida por um psicólogo da Polícia Civil – que foi deslocado da Capital até Gravataí de helicóptero para atender Raquel.

A operação tinha como objetivo desarticular uma quadrilha especializada em tráfico de drogas. Seis agentes foram designados para executar os mandados em um dos apartamentos do condomínio. Quando eles ingressavam pela porta principal, o disparo veio de dentro, atingindo o policial. Após o ataque, os cinco suspeitos que estavam no local — uma mulher e quatro homens — foram presos em flagrante. Armas, munição, drogas e dois veículos — um deles roubado — foram apreendidos ao final da operação.

O suposto autor do homicídio, após ser preso, foi identificado e tem passagens pela polícia. Havia pedido um mandado de prisão preventiva contra ele, mas a Justiça ainda não havia concedido retorno.