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PRFs que atenderam acidente com morte na freeway no ano passado têm punição branda

PRFs que atenderam acidente com morte na freeway no ano passado têm punição branda

Reportagem da RBS TV e G1

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) concluiu, dia 22 de junho, a investigação interna da conduta de agentes que atenderam uma ocorrência que resultou na morte da adolescente de 15 anos, Bárbara Andrielli Mendes de Moraes, na BR-290, em Santo Antônio da Patrulha, no Litoral Norte, em março do ano passado.
Um dos policiais recebeu suspensão de um dia, outro de dois dias e um terceiro recebeu uma advertência. Os policiais seguem trabalhando na corporação.
O caso chamou a atenção porque os agentes responsáveis pela ocorrência registraram o acidente 85 horas depois. Na ocasião, duas motos foram atingidas pelo carro dirigido pelo médico Leandro Toledo de Oliveira, na madrugada de 3 de março.
Em nota, a advogada do médico, Karina Mombelli Sant’Anna, informou que “não há nos autos dos processos civis e criminal nenhum elemento probatório capaz de comprovar o estado etílico do réu no momento do acidente, sendo infundada a afirmação de que ele estava embriagado na ocasião do sinistro”.
Além disso, não fez o teste do bafômetro.
De acordo com a investigação interna da PRF, o registro do acidente foi feito no serviço subsequente da equipe, já que o horário coincidiu com o término do plantão de 24h.
Sobre o teste do bafômetro não ter sido realizado no motorista no local, a PRF informou que a equipe priorizou a ação das medidas necessárias para eliminar os perigos associados ao acidente e sinalizar o local.
A equipe então, se dirigiu ao Hospital de Santo Antônio da Patrulha para a realização do teste, mas o condutor permanecia impossibilidade de realizar o procedimento.
“Os PRFs, quando lá estiveram, questionaram a enfermeira, conforme depoimento prestado por ela, se não haveria outro exame que pudesse ser feito para comprovar a embriaguez no condutor, tendo ela informado que o Hospital não dispunha de qualquer outro meio que pudesse atestar a embriaguez dele. Ressalte-se que, tanto o médico que atendeu o condutor no local do acidente quanto o médico plantonista do hospital afirmaram, em depoimentos, que não perceberam sinais de embriaguez no condutor.”
Os pais da adolescente enviaram um vídeo à RBS TV criticando a decisão e afirmando que houve impunidade total.




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