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Patrulhense morando em Portugal avalia efeito do Coronavírus

Patrulhense morando em Portugal avalia efeito do Coronavírus

Morando há um ano e nove meses em Faro (Algarve), região sul de Portugal, o patrulhense Matheus Christmann faz uma avaliação de como o governo e o povo português reagiram à entrada do vírus em território lusitano. Nessa matéria especial da cobertura internacional da Folha Patrulhense, ouvindo nossos conterrâneos que estão residindo em outros países, Matheus nos mostra qual é a realidade portuguesa.
FOLHA PATRULHENSE: Há quanto tempo estás em Portugal e onde moras?
MATHEUS CHRISTMANN: Há 1 ano e 9 meses. Estou morando em Faro, Algarve, é a região sul de Portugal.
FOLHA: Quase pouco se fala no Brasil sobre o vírus aí. A situação está sob controle?
MATHEUS: Sim, o Primeiro Ministro no início de março deu uma entrevista, na qual previa em um dos cenários mais pessimistas, que Portugal poderia chegar próximo a 1 milhão de infectados sem muitas medidas adotadas. No dia de hoje, Portugal tem 25.282, é um número bem inferior ao estimado inicialmente. Mais do que isso, os hospitais em Portugal nunca chegaram próximo da lotação, e os Hospitais de campanhas montados em estádios, nunca foram colocados em funcionamento, por não haver demanda. No estado onde moro, Algarve, estamos há três dias sem novos casos de COVID-19.
FOLHA: Que medidas o governo tomou?
MATHEUS: As medidas iniciaram com o fechamento de escolas. Logo após, foram autorizados a funcionar, apenas os serviços essenciais. Houve um grande esforço do Governo em explicar à população a necessidade das medidas tomadas, e em incentivar o máximo possível a população a não sair de casa. Na parte da saúde, Portugal estava conseguindo tratar 82% dos infectados em casa, o que ajudava sempre a ter leitos disponíveis quando ainda estávamos em uma linha ascendente da pandemia. O Sistema de Saúde de Portugal é frágil e as medidas firmes que o Governo tomou, eram necessárias para o mesmo não entrar em colapso.
FOLHA: A população colaborou?
MATHEUS: A população colaborou muito em Portugal. Isso também é sempre amplamente divulgado nas emissoras e jornais, a população fez toda a diferença nos bons resultados que Portugal vem obtendo no enfrentamento ao Coronavírus. Obviamente não existe unanimidade aqui também. Muitas pessoas não concordaram com algumas medidas, mas mesmo assim, seguem as normas em vigência no decreto de emergência. Aqui houve uma união geral e a pandemia foi tratada como questão de saúde pública, e não palanque eleitoral. Acredito que isso tenha feito uma boa diferença também.
FOLHA: Qual a previsâo de afrouxamento das medidas?
MATHEUS: Já foi iniciado. Ficamos 45 dias em estado de emergência, funcionando apenas o essencial. No último dia 03, iniciamos a fase do Plano de Desconfinamento aqui, onde o comércio e serviços aos poucos retomam as atividades com inúmeras restrições, sempre sendo analisados os números de novos casos.
FOLHA: Houve muitas mortes?
MATHEUS: Até agora são 1.063 mortes.
FOLHA: O que mais gostarias de acrescentar.
MATHEUS: Com a reabertura do comércio/serviços em SAP é muito importante a população ter consciência da importância dos cuidados básicos que estão sendo solicitados há tanto tempo, porque é isso que vai ajudar a definir os rumos da pandemia no Brasil. Eu acredito que somente com a união de todos é que os estragos causados por essa pandemia vão ser absorvidos mais facilmente. E por último, obrigado à Folha Patrulhense pela lembrança do meu nome. Um forte abraço a todos.




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