Funcionários do Hospital Santo Antônio entram em Estado de Greve | 2M Notícias

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Funcionários do Hospital Santo Antônio entram em Estado de Greve

A situação vivida pelos funcionários do Hospital Santo Antônio melhorou em parte, com o pagamento esta semana do mês de abril, ficando ainda maio sem previsão. Por isso os funcionários do Hospital Santo Antônio decidiram em assembléia geral extraordinária pelo Estado de Greve, onde alertam a direção sobre possibilidade da paralisação porque receberam apenas um mês, ficando maio pendente. “Trata-se de um alerta, porque a qualquer momento poderá ocorrer a suspensão das atividades sem aviso prévio”, afirma Gilnei Borges do Sindisaúde.
Por sinal, ele esteve na Tribuna da Câmara nessa segunda feira colocando os vereadores a par da situação.  Ao mesmo tempo em que agradeceu ao Diretor do SINDISAÚDE pelos esclarecimentos, o presidente da Câmara, vereador André Randazzo dos Reis (PMDB), anunciou a entrada de um projeto de Lei oriundo do Poder Executivo destinando recursos para o hospital municipal, referentes a parcelas em atraso do mês de outubro do Governo do Estado. Deco anunciou, que em conversa com o Prefeito, recebeu a garantia que este valor adicionado ao pagamento de recursos próprios da Prefeitura será utilizado, exclusivamente para regularização dos salários dos servidores.
UMA FOLHA
A crise diminuiu, porque a Câmara aprovou projeto do Executivo de abertura de crédito especial por excesso de arrecadação no valor de R$ 171.256,71 e que, somado ao dinheiro repassado pelo Estado, serviu para pagar uma das folhas. Nova assembleia foi agendada para o dia 15, a fim de avaliar os desdobramentos da situação.
FALAM OS FUNCIONÁRIOS
Um dos funcionários que decidiu não mais trabalhar no hospital resolveu falar sobre a situação. Evanilson de Oliveira Santos, Enfermeiro, disse que saiu sem receber os atrasados.  Na sa atividade no hospital Santo Antônio ele revelou que muitas vezes nem mesmo algodão havia à disposição para o trabalho. “A situação é bem crítica”, afirmou. Evanilson muitas vezes não tinha dinheiro para abastecer o carro a fim de ir para o trabalho necessitando de adiantamento. Num determinado período ele não teve como ir ao emprego, comunicou à direção, mas mesmo assim, teve descontados no seu contracheque R$ 200,00 pela ausência. Ele disse ter conhecimento de que colegas que pediram para sair, até hoje não receberam nada do que o hospital lhes deve.
Ele revela que há funcionários que estão com água e luz atrasados e que têm receio de se manifestar pelo temor de serem despedidos.
Outro funcionário que pediu para não ser identificado afirma que saiu sem ter recebido o que o hospital lhe deve. Adiantou que liga com frequência para o RH mas a resposta é de que não existe previsão de pagamento.
Afirmou que no período em que ali esteve, eram constantes a falta de medicamentos, seringas, soro, sondas, dentre outros materiais indispensáveis para o seu trabalho. Disse que a direção investe no bloco, mas os funcionários ficam passando dificuldades por não receberem em dia.
Um dos relatos é de que uma funcionária estava correndo risco de ser despejada porque não tinha dinheiro para o aluguel da casa onde mora.
PREFEITO
Por sua vez, ao referir-se à renovação do contrato com o grupo Germann e Peckmann, o prefeito afirmou que teoricamente os contratos têm a duração de seis meses, mas que a segunda renovação acontecida agora em maio, foi porque não houve tempo suficiente para a conclusão do processo de licitação, ora em elaboração.
Mas com tudo o que está acontecendo naquela casa de saúde Paulo Bier afirma que o paciente não deixa de ser atendido.A licitação deverá acontecer nos próximos meses e ainda este ano.
Ele afirma que a prefeitura continuará efetuando os repasses necessários, mas que o grande problema é o custo alto do hospital. De outra parte Bier afirma que o Hospital não deverá perder a referência regional em Saúde. “Se sair daqui, vai para onde? O hospital de Osório vive também uma situação crítica. Então…”, finalizou o prefeito.
Por sua vez os vereadores já conversaram com o Promotor Público da Comarca sobre a situação geral do Hospital Santo Antônio. O dr. Camilo Santana afirma que só emitirá um parecer depois de se inteirar de todos os aspectos relativos à situação daquela Casa de Saúde.
Diretoria do SINDISAÚDE esteve na redação da Folha Patrulhense.
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Profissional atuando há 50 anos no jornalismo.