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Vereadores do MDB, aliados de Jones, traem Marco Alba na esperança de torná-lo inelegível

Vereadores do MDB, aliados de Jones, traem Marco Alba na esperança de torná-lo inelegível

Nadir Rocha, Clebes Mendes e Paulinho da Farmácia deixaram de derrubar parecer contrário do TCE-RS às contas de 2017 do prefeito

A história da política gravataiense escreveu uma de suas piores páginas na tarde desta terça-feira, 13, quando três vereadores do MDB, ao melhor estilo do “comeu e virou o coxo”, em uma conspiração revanchista e vil, votaram contra o prefeito do mesmo partido, na esperança de assim torná-lo inelegível, trabalhando dessa maneira para beneficiar a candidatura de oposição.

Arregimentados pelo também e (ainda) emedebista Jones Martins, que não assimilou o ato de ter sido derrotado na convenção do partido que escolheu Luiz Zaffalon, os vereadores Nadir Rocha, Clebes Mendes e Paulinho da Farmácia se abstiveram da votação, deixando que o parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) fosse aprovado por falta dos três votos, rejeitando as contas de 2017 do prefeito Marco Alba.

Os vereadores aliados de Jones Martins, no entanto, não atentaram para o que define a Lei da Ficha Limpa, que resguarda o prefeito. Na Alínea G, do Artigo 1º da Lei Complementar 64, diz que “os que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou função públicas rejeitadas por IRREGULARIDADE INSANÁVEL que configure ato doloso de improbidade administrativa…”.

Ocorre que NÃO HÁ no parecer apontamento de IRREGULARIDADE INSANÁVEL nem DANOS aos cofres públicos, tanto que não é aplicada nenhuma multa ou pedido de devolução de dinheiro ao prefeito, o que normalmente ocorre em decisões mais pesadas do TCE-RS.

O único objetivo, aparentemente alcançado pelos “jonistas”, foi dar subsídio de críticas à oposição.
Na avaliação de uma fonte ligada ao governo, nunca o dicionário foi tão preciso na caracterização de um ato:
“Vil, que é o que dá sentido à vilania, caracteriza-se como o que custa pouco, que se compra por preço baixo”. Havia uma moeda em troca, e ela nunca foi paga por quem era o alvo da chantagem, no caso, o prefeito Marco Alba.

O objetivo do grupo, sempre sob as ordens de Jones Martins, era barganhar a indicação do candidato.
A matemática política era de uma simplicidade quase débil: ou o prefeito indicava o Jones, ou eles não impediriam a aprovação do parecer do TCE-RS, acreditando que, com esse movimento, tirariam o prefeito Marco Alba, dono de uma das mais altas popularidades entre os atuais prefeitos, do jogo político. Fizeram o serviço pela metade, por desconhecimento da legislação.

A mesma movimentação que ocorrera às vésperas da convenção do MDB voltou a se repetir na manhã de hoje, 13, já que à tarde seria votado o parecer. O recado dos vereadores de recado, novamente, era o seguinte: queremos uma reunião com o prefeito, mas o Jones tem de estar junto.

Deram com a cara na porta, mais uma vez. À tarde, os três vereadores aliados de Jones – Nadir Rocha, Clebes Mendes e Paulinho da Farmácia – entregaram o que haviam “vendido” ao chefe e deixaram que a oposição aprovasse o parecer do TCE-RS. Ao que tudo indica, tomou forma o velho provérbio de que “a chantagem é a arma dos fracassados”.