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Quarto mandato consecutivo | José Rosa fala sobre seus desafios no comando do Sindilojas

Quarto mandato consecutivo | José Rosa fala sobre seus desafios no comando do Sindilojas

Foto: Sindilojas/ Divulgação

Após uma semana da posse à frente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas) de Gravataí, o empresário José Rosa, de 64 anos, recebeu a reportagem do Jornal de Gravataí (JG) para falar sobre sua trajetória na instituição, sobre seus atuais desafios e sobre as perspectivas para o futuro. Casado há 43 anos e pai de dois filhos, o lojista iniciou seu quarto mandato consecutivo no comando do Sindicato, e presidirá a entidade, que possui quase 50 mil beneficiários, durante o quadriênio 2018-2021. Confira, abaixo, a íntegra da entrevista:

JG: Como foi a sua trajetória no Sindilojas nos últimos anos?

José Rosa: Quando fui comunicado que seria presidente do Sindilojas, no final de 2006, foi uma surpresa para mim. Na época, a atual diretoria me convidou e disse que eu tinha que ser o presidente. Confesso que fiquei apavorado durante uns três meses. Até então, eu era um dos diretores. Após esse comunicado, eu liguei para duas vice-presidentes da época dizendo que uma delas teria que ser a nova presidente. Elas tinham condições e conhecimento para isso. Contudo, eu acabei sendo o escolhido.

Entre 2007 e 2009, fui o presidente da entidade, mas comparecia à antiga sede apenas para observar as situações. Mas eu não tive saída. Precisava ser o presidente e não havia outra escolha. Porém, apesar do meu receio, todo mundo me deu força – inclusive o presidente da Fecómercio da época. A partir de então, tomei coragem, contando com o apoio de todos, e fui com tudo para o desafio. Após esse início, tive mais dois mandatos antes do atual: de 2010 a 2013 e de 2014 até o ano passado.

JG: Quais as suas principais conquistas durante esses 10 anos no comando do Sindicato?

José Rosa: Quando assumi pela primeira vez, disse que vinha para dar visibilidade ao Sindilojas, que era um sindicato muito enraizado, mas muito bem estruturado. Os ex-presidentes foram sempre muito respeitados aqui. Eles deixaram a entidade estruturada. Então, acredito que esse fator facilitou as coisas para mim.

Acredito que as campanhas que realizamos ao longo destes anos tenham sido as nossas principais conquistas. Uma das ações mais marcantes foi o projeto Pro Nota 10. Nós fomos até os colégios para explicar que um sindicato patronal é bem diferente de um sindicato laboral. O patronal, que é o nosso caso, não pode fazer greve. Nós trabalhamos para capacitar o empresário e o empreendedor, além de dar suporte aos colaboradores, que não têm a ajuda de ninguém, a não ser do Sindilojas. No projeto, sorteamos viagens para a cidade de Gramado entre alunos e professores.

Essa ação foi muito válida. A partir de então, todo mundo começou a entender e a ter uma visão melhor da diferença entre o sindicato laboral e o patronal. Com o Pro Nota 10, as pessoas puderam perceber que a nossa função é muito nobre. Nós não recebemos salário. No sindicato laboral, eles pegam o funcionário de um comércio e colocam na diretoria, tendo uma remuneração. O nosso estatuto não permite remuneração pelas funções desempenhadas no sindicato.

JG: Quais as principais dificuldades que enfrentou na presidência do Sindilojas?

José Rosa: Eu costumo dizer que não vi crise nenhuma. A gente começou, há dez anos, com uma estrutura. Acho que isso, de ter uma base sólida, é muito importante. Essa solidez me ajudou muito a comandar o Sindilojas nos últimos anos. Foi fácil, a gente só foi buscar a visibilidade. Após isso, veio a credibilidade e os associados – que foram muitos.

Nós tivemos que aprender a fazer gestão. Tivemos que aprender a aproveitar todos os centavos. Tudo vem para ajudar, e a gente aprendeu isso ao longo destes anos. Hoje estamos aqui, com dois salões de evento, que nos dão sustentabilidade, além de muitos sócios. Temos credibilidade e os sócios podem aproveitar todas as vantagens que a gente oferece.

Todo mundo conhece a estrutura, e a minha diretoria tem todo o acesso a todos os números, às coisas de dentro da entidade. Tudo é aberto à diretoria. Aprendi que o mais importante é fazer as coisas por amor. Vejo que os colaboradores são um reflexo da minha pessoa. Aqui, temos uma grande família. Procuro ser um exemplo pra eles, e eles são um exemplo para mim.

JG: Como foi a mudança de sede?

José Rosa: Entre o final de 2009 e o início de 2010, surgiu uma oportunidade de comprarmos este terreno que estamos hoje, e ele foi adquirido. Nós ainda não tínhamos ideia do que fazer com ele. Quando me perguntavam qual seria a finalidade, eu dizia: ‘o futuro a gente constrói’. Chegamos a cogitar a possibilidade de fazer um estacionamento no local. Mas ninguém imaginava que no terreno seria construída a nova sede do Sindicato.

Porém, ao longo do ano de 2010, fui a duas inaugurações de edificações aqui na cidade. Foi isso que me fez sonhar, pois já tínhamos algum dinheiro em caixa, além de um crescimento importante enquanto instituição. A partir de então, a ideia começou a ganhar força, pois já tínhamos o terreno. Em 16 de setembro de 2012, no dia do aniversário do Sindilojas, inauguramos a nova sede. Aqui, temos departamento médico e odontológico, com três salas, e sete especialistas em saúde bucal, além de outras diversas instalações.

Antes da inauguração da nossa nova sede, iniciamos os trabalhos da subsede da Morada do Vale. Essa instalação fez parte de um projeto para marcar presença dentro dos bairros. Nós precisávamos aparecer mais. Além da subsede da Morada do Vale, outra unidade foi inaugurada em Glorinha, pois a cidade precisava de uma assistência.

JG: O que esperar do desafio como vice-presidente da Fecomércio?

José Rosa: Sempre disse ao presidente que não almejava nenhum posto na entidade. Eu era diretor e já trazia sugestões ao nosso sindicato. A partir de agora, vou ter acesso a mais informações da Fecomércio, e o Sindilojas também ganhará com isso. Pretendo obter mais conhecimentos para poder compartilhar com minha diretoria e com a sociedade de Gravataí e Glorinha.

JG: Quais as projeções para o seu futuro profissional? Pretende tentar a reeleição ao final deste mandato?

José Rosa: Neste momento, não tenho a menor ideia sobre concorrer ou não. O importante é que surjam novos líderes. Nesse tempo todo, minha promessa foi a construção da sede. Na semana passada, a minha fala foi no sentido de despertar, em toda a diretoria, empresários e empreendedores, a vontade de fazer mais e melhor. Também falei que pretendo despertar o espírito de liderança e criar novos líderes. Isso serve para que, ao final do meu mandato, a gente possa ter alguém engajado nos planos da entidade e pronto para assumi-la.

Eu faço tudo com muito amor, mas já me sinto cansado, e nada como uma cabeça nova, com nova disposição, para assumir a entidade. Posso afirmar que a missão não é difícil. Aqui, tenho a ajuda e o apoio de todos, inclusive dos ex-presidentes. Quando alguém assume a entidade, todo mundo se une. Isso fortalece o Sindilojas.