Pirataria movimentou R$ 1,6 bi em Gravataí no ano passado | 2M Notícias

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Pirataria movimentou R$ 1,6 bi em Gravataí no ano passado

Pirataria movimentou R$ 1,6 bi em Gravataí no ano passado

Dados sobre o comércio ilegal foram divulgados pelo Sindilojas durante café da manhã realizado nesta terça-feira | Foto: Jornal de Gravataí

O Sindicato do Comércio Varejista de Gravataí (Sindilojas) apresentou hoje, em sua sede, dados sobre os prejuízos que a venda de produtos pirateados, falsificados ou contrabandeados trazem para a população e para a economia. Conforme a Assessoria Tributária da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado (Fecomércio), em 2016, a pirataria movimentou R$ 1,6 bilhão em Gravataí. No Brasil, R$ 980 bilhões foram movimentados com vendas desse tipo – o que representa 16,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. No Estado, foram mais de R$ 50 bilhões. Os números incluem a venda de roupas, tênis, óculos, brinquedos, produtos eletrônicos, cigarros, bebidas, perfumes, etc.

Em seu discurso, o presidente do Sindilojas, José Nivaldo da Rosa, salientou a preocupação da entidade com o comércio ilegal e suas consequências. “A comercialização de produtos falsificados, pirateados ou contrabandeados afeta o mercado de trabalho e prejudica a economia como um todo: tanto a indústria como o comércio legalmente estabelecido”, disse. O dirigente comentou, ainda, sobre os impactos negativos que essas práticas geram para a população. “Há prejuízos para os consumidores porque eles compram produtos sem garantia de procedência, de baixa qualidade e com riscos, inclusive, à saúde”, advertiu.

Representando a prefeitura de Gravataí, a primeira-dama, Patrícia Alba, lembrou que as leis precisam ser cumpridas. “No Brasil, as leis nem sempre são para todos. Quem está na informalidade precisa se adequar às regras”, falou.

Cartilha infantil é apresentada

Durante o evento, o vice-presidente Financeiro da Fecomércio, André Luiz Roncatto, apresentou a cartilha infantil ‘Comércio Informal: Que Bicho é Esse?’. A publicação tem a finalidade de chamar a atenção do público infantil para prejuízos causados pela pirataria e pelo comércio informal. “Queremos levar essa cartilha à rede de ensino público para semearmos uma consciência nas crianças”, contou.

O material, com o auxílio de desenhos, mostra às crianças o que é pirataria, quais produtos do mercado infantil são mais visados e por que não se deve comprá-los. Além disso, a cartilha esclarece que os produtos piratas não duram muito tempo e podem provocar acidentes. O material será distribuído em todas as escolas do RS.

Comissão de Combate à Informalidade

Desde 2011, a Fecomércio possui a Comissão de Combate à Informalidade, que tem o objetivo de colaborar com a redução do comércio ilegal e suas consequências. O trabalho é coordenado pelo vice-presidente André Roncatto.