Lançada a pedra fundamental com cápsula do tempo do Complexo de Educação Especial Irmã Soledade | 2M Notícias

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Lançada a pedra fundamental com cápsula do tempo do Complexo de Educação Especial Irmã Soledade

Lançada a pedra fundamental com cápsula do tempo do Complexo de Educação Especial Irmã Soledade

Na tarde desta segunda-feira, 17, foi realizado o lançamento da pedra fundamental e da cápsula do tempo do Complexo de Educação Especial Irmã Soledade (Regina Bristot). O local, neste primeiro momento, abrigará a Escola Municipal de Ensino Especial Cebolinha e o Centro de Educação Especial. A previsão de inauguração é no primeiro semestre do próximo ano, e o valor estimado é de cerca de R$ 8,1 milhões. No local também será construído um ginásio poliesportivo e um auditório com capacidade para 120 lugares. A obra esta sendo realizada pela MTK Construção Civil Eireli.

Presente no ato, o prefeito Marco Alba falou da importância do feito para a educação do município. “Esta, sem dúvida alguma, é uma das obras mais importantes deste governo. Muitas foram as lutas para conseguirmos chegar até aqui. Com este complexo de educação especial as famílias das crianças e jovens que necessitam deste tipo de acompanhamento receberão um serviço ainda melhor, com melhores condições onde os atendimentos serão realizados nas suas especificidades, proporcionando um desenvolvimento melhor e mais completo”, disse.

A secretária da Educação Sonia Oliveira destacou que todos os cerca de 1,3 mil alunos da rede que precisam de algum tipo de atendimento serão contemplados neste novo espaço. “Neste dia do meu aniversário, este é um lindo presente, ver a obra do complexo andando e este sonho tomando forma.”

Ela revela que a capacidade de atendimento da Escola Cebolinha irá dobrar, passando das 80 vagas atuais para 160. Além disso, os cerca de 1,1 mil alunos que possuem alguma especificidade de ensino poderão receber atendimentos no contraturno de aula, como por exemplo nas salas de recurso e nos consultórios psicológicos. “Todos os nossos atendimentos serão ampliados e nossos alunos terão um espaço mais moderno e adequado para se desenvolverem.”
Sonia afirma que, em um segundo momento, a Escola Municipal de Ensino Especial para Surdos (Emees) também se mudará para o complexo. O Complexo de Educação Especial está sendo construído na rua Divinéia (antigo campo do Ferroviário), no Bairro Aliança.

Cápsula do Tempo

Idealizada para ser aberta daqui 20 anos, a cápsula do tempo que será depositada na pedra fundamental do Complexo possui um jornal datado desta segunda-feira, 17, uma peça do uniforme escolar e um caderno, que representa o kit de material escolar entregue para todos os alunos da rede pública de ensino municipal. Além disso, um scrapbook com toda a história do ensino de inclusão da cidade foi depositado, assim como uma carta feita pela secretária Sonia, relatando o momento atual que estamos vivendo, com a pandemia do Coronavírus e uma máscara de pano. A história da Irmã Soledade também foi guardada na cápsula, assim como uma lista de nomes dos alunos atuais da Escola Cebolinha e da Emees e uma miniatura de um instrumento musical, fazendo referência as técnicas utilizadas para um melhor aprendizado deste público.
Estiveram presentes na solenidade, além do prefeito e da secretária Sonia, o secretário municipal para Assuntos de Segurança Pública coronel Flávio Lopes, a diretora pedagógica da Secretaria Municipal da Educação (Smed) Magda Ely, as representantes do Núcleo de Educação Especial da Smed Ana Paula Fortino e Taís Trindade, a diretora da Escola Cebolinha Simone Bitelo, a representante dos professores das salas de recurso Deisinara Siqueira, o engenheiro responsável pela fiscalização da obra Marcos Vinícius Azevedo e o diretor da construtora MTK Paulo Spanholo.

Local recebeu o nome de Irmã Soledade

Com o intuito de homenagear o grande trabalho feito pelas irmãs da Congregação Imaculado Coração de Maria (fundadoras do Colégio Dom Feliciano), o prefeito Marco Alba indicou o nome de Regina Bristot, a Irmã Soledade, para o complexo. A religiosa, que faleceu aos 99 anos, no último dia 21 de julho, veio para Gravataí em 1949, onde morou até 2011. Ela viveu na Comunidade do Colégio Dom Feliciano por 62 anos. Primava pelo Colégio, tinha grande amor às crianças e adolescentes.