Greve dos professores chega ao segundo dia em Gravataí | 2M Notícias

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Greve dos professores chega ao segundo dia em Gravataí

Greve dos professores chega ao segundo dia em Gravataí

Servidores da educação protestam contra o fim do Ipag Saúde. Prefeitura diz que o plano é deficitário. | Foto: Facebook/Reprodução

A greve dos professores da rede municipal de ensino de Gravataí chegou ao seu segundo dia nesta terça-feira. De acordo com informações da assessoria de imprensa da prefeitura, 33 escolas municipais não tiveram aulas nesta terça. Ainda de acordo com o Executivo, outras 22 instituições funcionaram parcialmente e apenas 20 escolas tiveram suas atividades exercidas normalmente. Desde o início da semana, os servidores da educação protestam contra o Projeto de Lei (PL) 19/2019, que prevê a extinção do sistema de assistência à saúde do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores Municipais de Gravataí (Ipag). O Projeto foi enviado pelo Executivo à Câmara de Vereadores no último dia 18.

Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública Municipal de Gravataí disse que “a retirada do Ipag Saúde prejudica cerca de 10 mil vidas, entre servidores e seus dependentes, que hoje estão vinculados à assistência. Muitos trabalhadores da prefeitura não terão condições de acessar um plano de saúde, e a demanda pelos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) terá um acréscimo, sem o devido aporte financeiro na rede municipal”, diz o texto, publicado no site da entidade.

Já a prefeitura de Gravataí afirma que, ao final de 2018, o Ipag Saúde apresentou déficit financeiro e orçamentário de R$ 6,4 milhões. “Somem-se a este valor outros R$ 10,2 milhões investidos pelo município e teremos, apenas no plano de saúde dos servidores municipais de Gravataí, uma despesa de recursos públicos na ordem de R$ 16,6 milhões. Estes recursos são extraídos da sociedade, de suas contribuições tributárias, e carreados para custear um plano de saúde privado que atende a pouco mais de 50% dos servidores municipais”, diz o Executivo através de nota publicada na internet.

Como solução, a prefeitura disse que “está propondo alternativas, ouvindo propostas de institutos privados, mantendo contato com planos de saúde especializados, interessados em atender aos servidores do município com mais qualidade e menor custo e, desta vez, sem uso de dinheiro público”.