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Gravataí recorre ao governo do Estado para retornar à Bandeira Laranja

Gravataí recorre ao governo do Estado para retornar à Bandeira Laranja

O prefeito de Gravataí, Marco Alba, anunciou na noite de sábado, em live pelo Facebook, que o município estava recorrendo ao Gabinete de Crise para o Enfrentamento da Epidemia de Covid-19, do governo do Estado, para que fosse reconsiderada a bandeira vigente para a semana de 30 de junho a 06 de julho, determinando que se apliquem as medidas sanitárias segmentadas relativas à bandeira de cor laranja.

O governador Eduardo Leite havia anunciado na sexta-feira que, de acordo com o resultado das mensurações dos indicadores de saúde, a cor da bandeira vigente para a semana de 30 de junho a 06 de julho de 2020, nos municípios integrantes da Região de Agrupamento “Porto Alegre R-09 e R-10”, da qual Gravataí faz parte, seria vermelha. Após analisar os recursos, o governo do Estado divulgará, ainda nesta segunda-feira, 29, o mapa final de bandeiras que será aplicado a partir de terça, 30.

O recurso assinado pelo prefeito ressalta que o Hospital de Campanha anexo ao Hospital Dom João Becker tem a capacidade instalada de atendimento de 198 pacientes por dia de casos exclusivamente respiratórios e que também não alcançou esse limite. Apenas os casos de internações respiratórias haviam acumulado a ponto de completar as vagas de enfermaria. “Se o governo do Estado observar todas as modificações estruturais que fizemos, acho que será compreensível e razoável e decidirá a nosso favor”, reiterou o prefeito.

Para ampliar a oferta de leitos no município, a partir de 29 de junho de 2020, Gravataí terá novo fluxo de atendimento, passando a dispor de 16 leitos de enfermaria adultos, dez leitos de enfermaria pediátrica e três leitos de suporte ventilatório invasivo, no Pronto Atendimento Municipal (PAM 24 Horas), todos exclusivamente para casos sintomáticos respiratórios. Serão ainda mais dez leitos de cuidado intensivo com suporte ventilatório invasivo no Hospital de Campanha, todos exclusivamente para casos sintomáticos respiratórios. “A estrutura apresentada perfaz a implantação de 39 leitos exclusivos para casos sintomáticos respiratórios, sendo 13 desses com equipamento de suporte ventilatório invasivo”, acrescentou o secretário de Saúde de Gravataí, Jean Torman.

No início do mês de junho, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), iniciou um processo de reposição de médicos na atenção primária (porta de entrada dos atendimentos respiratórios leves e moderados). Havia a falta de dez médicos de saúde da família (40 horas semanais que equivalem à capacidade de 120 atendimentos semanais por profissional), seis clínicos (carga horária de 20 horas semanais que equivalem à capacidade de 60 atendimentos semanais por profissional), cinco médicos do Programa Mais Médicos (carga horária de 32 horas semanais que equivalem à capacidade de 96 atendimentos semanais por profissional). Nessa semana completou-se o chamamento de todos esses profissionais, gerando mais 2.040 atendimentos semanais.

“Esse é um dos principais argumentos do nosso recurso ao governo do Estado, de que Gravataí está sim preparada para encarar a próxima semana voltando aos efeitos da Bandeira Laranja”, reforçou Jean. A Prefeitura de Gravataí argumenta junto ao governo do Estado que “as medidas segmentadas do Distanciamento Social Controlado para a bandeira vermelha são muito próximas à bandeira laranja e, por essa razão, injusta à realidade apresentada, uma vez que restringe basicamente a atividade de alimentação presencial, o funcionamento de lojas do varejo e outros serviços que previamente se adequaram às orientações do protocolo e já estão preparados para evitar as aglomerações locais”.

Dessa forma, observa o documento, manter o comércio não essencial fechado para o atendimento ao público e exigir que restaurantes, lanchonetes e padarias operem exclusivamente por tele-entrega ou sistema “pegue-e-leve”, em razão das limitações do teto de operação e do teto de ocupação, são medidas que excedem o “mínimo indispensável à promoção e à preservação da saúde pública”, de acordo com a Lei Federal nº 13.979/2020.

“Para que o comércio possa voltar a funcionar, precisamos do engajamento da sociedade para o cumprimento dessas regras. Essa é uma luta e um desafio de todos nós”, reiterou o prefeito.