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CPI do Ipag | Dois requerimentos são protocolados na Câmara

CPI do Ipag | Dois requerimentos são protocolados na Câmara

Em sessão marcada para amanhã, presidente da Câmara de Vereadores deverá analisar os dois pedidos | Foto: Jornal de Gravataí/ Arquivo

 

Os vereadores de Gravataí Wagner Padilha (PSB) e Alan Vieira (PMDB) protocolaram na terça-feira requerimentos diferentes para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as contas do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores de Gravataí (Ipag).

Conforme o vereador do PSB, a intenção da CPI será fazer uma análise geral da situação financeira do Instituto. “Queremos apurar os fatos e ver o que está correto e o que existe de errado. Queremos saber se há déficit ou superávit”, disse. Em documento, Padilha afirmou que a futura CPI deverá “analisar as contribuições previdenciárias patronais (CPP) repassadas ou não ao órgão entre os anos de 1996 a 2017”, diz o texto.

Já o peemedebista, através de documento, solicita que a CPI investigue “a insolvência do Ipag-Saúde, a origem da dívida do Ipag e a discrepância do déficit atuarial nos últimos dez anos”, diz o texto de Alan Vieira.

Em sessão marcada para amanhã, o vereador Nadir Rocha (PMDB), presidente da Câmara de Vereadores de Gravataí, deverá analisar os dois pedidos.

Presidente reconhece déficit

Durante a comemoração de 21 anos do Ipag, realizada no último dia 14, a presidente Kelen Cristina Jardim Copa explicou a atual situação das finanças da autarquia. “A dotação orçamentária de 2017, que é feita através da receita arrecadada no ano anterior, é de R$ 14,5 milhões, e a média de gastos mensais é de R$ 2 milhões”, contou. Sobre um possível fechamento, Kelen garantiu que “não haverá extinção”.

Na mesma linha de Kelen, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos e Servidores Municipais de Gravataí, Neusa Vicentini, reconheceu as dificuldades financeiras do Ipag. “O Instituto está deficitário há muitos anos. O governo esta fazendo o possível para que ele não feche as portas”, contou. Além disso, Neusa criticou o modelo do Ipag. “Ele começou errado, aposentando muita gente sem possuir um fundo de recursos próprios. Deste modo, as coisas vão piorando cada vez mais”, desabafou.

O Ipag é um órgão municipal e tem a finalidade de garantir benefícios previdenciários e dar assistência à saúde dos servidores públicos municipais de Gravataí. Atualmente, o Instituto de Previdência conta com cerca de 6 mil segurados. Já o IPAG-Saúde tem aproximadamente 10 mil beneficiários.