Material escolar pode ficar até 15% mais caro | 2M Notícias

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Material escolar pode ficar até 15% mais caro

Material escolar pode ficar até 15% mais caro

Alta do dólar e Imposto de Fronteira contribuem com o aumento dos preços

A compra do material escolar pode pesar mais no bolso dos pais neste início de ano. O alerta é da Associação Gaúcha para o Desenvolvimento do Varejo (AGV), que realizou pesquisa com empresários do setor. De acordo com o levantamento, a tendência é que os preços tenham um reajuste de até 15%, já somados os 9% de aumento da inflação setorial em relação ao mesmo período do ano passado, podendo haver novas alterações cambiais previstas antes das aulas começarem. Isso porque, conforme dados da AGV, 70% dos produtos utilizados no material escolar são importados e sofrem influência direta do dólar e do Imposto de Fronteira.

De acordo com Vilson Noer, presidente da entidade, o valor dos produtos acompanha o mercado internacional e, por isso, é fortemente influenciado pela alta do dólar. “Aqueles comerciantes que anteciparam as compras e já formaram seus estoques deverão manter preços mais competitivos, uma vez que ainda não tiveram impacto. Mas a grande maioria dos estabelecimentos depende de compras mensais e rotineiras, o que influencia no preço para o cliente”, destaca o dirigente.

Alta do dólar é uma das causas

Rafael Zanotelli, coordenador da Pactum no Rio Grande do Sul, explica que houve uma concretização da alta da moeda nos últimos seis meses, tempo suficiente para impactar no preço final. “Quando o dólar tem um pico eventual e os comerciantes possuem grandes estoques, o consumidor final não sente o impacto. Mas com essa alta prolongada certamente vai sobrar para as famílias pagarem”, explica o especialista.

Além da alta do dólar, os lojistas gaúchos adquirem a maioria dos produtos de fora do Estado, já que não há produção local. “Com isso, também é taxada em 5%, por meio do Imposto de Fronteira, o que representa de 1 a 3% sobre o preço do produto final”, explica Noer.

#FICADICA

Diante do cenário de instabilidade econômica, a dica é se antecipar.  “Quanto antes comprar, melhor. Quem se antecipar e comprar em janeiro vai evitar eventuais alterações cambiais, que podem impulsionar ainda mais o preço dos produtos”, aconselha Noer, ao ressaltar que é preciso pesquisar antes de comprar, já que o setor é bastante competitivo, e ficar atento para a qualidade dos produtos, como, por exemplo, aqueles auferidos pelo Inmetro.

Mesmos se quiserem antecipar as compras, muitos pais não conseguem comprar todo material escolar com anecedência. É o caso de Fabiane Silva, que receberá a lista do material utilizado na escola de seu filho somente no início das aulas. Ela conta que ainda nem olhou os preços, e está com medo de gastar muito mais do que o esperado, ao saber do aumento de preços. Apesar de não poder antecipar suas compras, Fabiane lembra que a escola que seu filho frequentará é bem flexivel e não costuma ser tão exigente na lista de materiais.