Faltou água, mas a conta veio alta…. | 2M Notícias

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Faltou água, mas a conta veio alta….

Faltou água, mas a conta veio alta….

Consumidores da Morada do Vale reclamam dos altos valores registrados na conta de água do último mês

A população de Gravataí continua sofrendo com a falta de água, principalmente na região que faz divisa com Cachoeirinha, mas o problema desta vez foi outro. A conta de água e esgoto deste último mês, emitida pela Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), assustou os consumidores que , no mesmo período, foram atingidos pela falta de abastecimento por diversas vezes.

Entre as reclamações, está a entrada de ar na tubulação, toda vez que o abastecimento é suspenso para a realização de manutenção ou seca dos reservatórios. Essa quantidade de ar poderia causar um registro de consumo ao passar pelo relógio medidor, aumentando o valor total a ser pago pelo consumidor.

Por este motivo, vários consumidores buscam um equipamento alternativo, que promete acabar com todo o ar existente na  da tubulação. Seria uma válvula, encontrada também para venda em lojas virtuais, com preços em torno de R$ 60,00. O equipamento não é permitido pela Corsan e pela legislação. Além de ilegais, os eliminadores de ar poderiam alterar a qualidade da água, pois funcionam como pontos abertos na rede.

A portaria 246 (item 9.4), publicada no Diário Oficial do Estado, em fevereiro de 1994, é clara a esse respeito: “…qualquer dispositivo adicional, projetado para ser instalado junto ao hidrômetro, deverá ser aprovado junto ao Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO)”.

Segundo o Inmetro, esses eliminadores de ar não são atestados e aprovados, e quem adquire e utiliza dispositivos como este pode ser punido, pois sua instalação é considerada crime ao patrimônio público.

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Relatos dos consumidores

Thamires Marinho, conta que pagou no mês de Novembro, referente aos serviços de água e esgoto, R$ 101,15, em Dezembro R$ 118,82, e em Janeiro R$138,75. A conta com vencimento em fevereiro veio acompanhada do susto, com o total de R$ 213,45. Ela lembra que foi justamente no mês em que mais sofreu com a falta de abastecimento. “Na semana passada faltou água na sexta de manhã e voltou domingo. Na outra vez foi 5 dias direto sem água”, comentou a garçonete de 26 anos. Ela e seus três filhos moram junto com sua mãe, na Morada do Vale I.

Outra reclamação feita por Thamires é o sobre o atendimento da Corsan. Ela diz que desisitiu de ligar para a central e reclamar, pois as informações de previsão de retorno do abastecimento não são corretas, e os problemas não são solucionados. Ela lembra que os atendentes não são culpados pelo serviço, mas que ira procurar auxilio jurídico para o caso.

“Nao vou pagar mais de R$ 200,00 por ter recebido água referente a , no máximo, 15 dias de um mês”, comentou a consumidora. Thamires lembra ainda que não encheram a piscina, durante todo o mês, devido à falta de água, e que quando voltava a água fazia um grande chiado nas torneiras e demorava até sair o líquido.

O instalador de som, Marcos Hoff, estava acostumado com uma média de R$ 180,00 em sua conta de água, e também tomou um susto na última fatura. No próximo vencimento, em fevereiro, terá que pagar R$ 268,98.

Ele lembra que faltou água praticamente todos os dias no último mês, e teve um período logo no início do período que ficou quase três dias seguido sem água. Em dezembro, na semana do Natal, a seca nas torneiras durou quatro dias. Para Marcos, no alto valor cobrado na conta de água estão incluídos os gastos com serviços realizados pela companhia nas estações de água.

O que diz a Corsan

A Corsan informou que o acréscimo no valor das faturas pode ter vários motivos, como, por exemplo, o aumento do consumo, que é normal em períodos de calor, e a ocorrência de vazamentos internos no imóvel. Os usuários que eventualmente tiverem reclamações sobre suas faturas devem se dirigir a uma das unidades da Corsan em Gravataí (rua São Luiz, nº 100, bairro São Luiz, parada 66 e rua Benjamin Constant, 370, Centro).

Referente ao ar na tubulação que poderia interferir na medição do relógio, a Companhia informou que isso não ocorre. Os hidrômetros da Corsan seriam aferidos pelo Inmetro e seguem as normas da ABNT, atestando a funcionalidade do equipamento. Equipamentos como válvulas de bloqueio também não podem ser utilizadas, já que o regulamento de Serviços de Água e Esgoto da Corsan proíbe intervenções do usuário nos hidrômetros.