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Arquiteto de Gravataí é preso em operação que apura crimes contra a Administração Pública

Arquiteto de Gravataí é preso em operação que apura crimes contra a Administração Pública

Nesta quarta-feira (30/9), a Polícia Civil desencadeou a Operação Chavirer, com o objetivo de apurar crimes contra a Administração Pública e contra a Fé Pública no âmbito do Poder Executivo de Gravataí. Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão, além da suspensão do exercício das funções públicas de quatro servidores públicos.

As ordens judiciais foram cumpridas nas prefeituras de Gravataí e Glorinha (onde uma servidora é investigada por envolvimento no caso), além de residências e empresas. Nos locais, foram apreendidos diversos objetos de prova, como documentos, contratos, computadores, mídias, entre outros.

A investigação apurou que um servidor público, que é arquiteto da prefeitura de Gravataí e foi preso na ação, prestava serviços particulares, inclusive em horários de seu expediente no órgão público, e se locupletava ilicitamente.

O servidor investigado contava com o potencial auxílio de outros agentes públicos, promovendo indeferimentos de projetos urbanísticos protocolados na prefeitura para, posteriormente e através de contato direto com as vítimas, apresentar melhorias nos projetos indeferidos com a elaboração do chamado “Estudo de Impacto de Vizinhança” (E.I.V), que seria feito pelo próprio suspeito, porém em nome de terceiros, utilizando-se de suas respectivas notas fiscais. A operação contou com a participação de 80 policiais civis.

Em nota encaminhada à imprensa, a Prefeitura de Gravataí informa que apoia todas as investigações necessárias para apurar irregularidades no serviço público e se coloca à disposição da Polícia Civil para prestar todos os esclarecimentos que se fizerem necessários. “Nenhuma irregularidade ficará sem a resposta, pois o governo municipal não abre mão da transparência e da legalidade no exercício da função pública”.

Pelo twitter, o prefeito Marco Alba, que está em quarentena após testar positivo para a Covid-19, se manifestou sobre a Operação realizada pela Polícia Civil: “Parabéns a Polícia Civil e o MP RS pelas diligências de hoje. A Prefeitura está a disposição para colaborar na apuração dos fatos, acredito que só os homens e mulheres do bem, éticos e que cumprem a lei, podem ter a honra de servir à sociedade junto à Administração Pública”, publicou na rede social.
A prefeitura de Glorinha, também emitiu nota sobre o ocorrido.

No documento, destacou que “a ação desencadeada visava exclusivamente assuntos relacionados a questões particulares de um servidor público municipal, e nada tem a ver com atos da gestão da administração pública”.
No município vizinho, uma servidora é investigada por envolvimento no caso.