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Apenas 27% da população de Gravataí possui rede de coleta de esgoto

Apenas 27% da população de Gravataí possui rede de coleta de esgoto

Informação consta no Ranking do Saneamento Básico 2018, divulgado na última quarta-feira pelo Instituto Trata Brasil. | Foto: EBC

Um levantamento divulgado na semana passada apontou que somente 27,84% da população de Gravataí possui rede de coleta de esgoto. Quando o indicador se refere apenas à zona Urbana da cidade, esse número sobe para 29,23%. Os dados constam no Ranking do Saneamento Básico 2018, elaborado pelo Instituto Trata Brasil em parceira com a GO Associados. Nele, são abordados os indicadores de água e esgoto das 100 maiores cidades do Brasil com base nos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), divulgados anualmente pelo Ministério das Cidades. O SNIS reúne informações fornecidas pelas empresas prestadoras dos serviços nesses municípios. Os dados da pesquisa são referentes ao ano de 2016 – os últimos publicados pelo Ministério das Cidades.

De acordo com o estudo, que coloca Gravataí na 91ª posição do Ranking, somente 13,59% do esgoto gerado na cidade é tratado. Em relação aos investimentos, o levantamento aponta que, de 2011 a 2016, a média de aplicações sobre a arrecadação em saneamento é de 11,98%. Por outro lado, o estudo aponta que 95,24% dos gravataienses recebem água potável em suas casas. Em relação apenas à zona Urbana da cidade, esse número sobe para 100%. Todos os dados podem ser consultados no site tratabrasil.org.br. Procurada durante todo o final de semana, a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), responsável pelo assunto em Gravataí, não se manifestou.

Em nível nacional, o levantamento mostrou que 35 milhões de brasileiros ainda não eram abastecidos com água potável em 2016. No mesmo ano, mais de 100 milhões de pessoas não tinham coleta de esgotos, e somente 45% dos esgotos gerados no país eram tratados.

“Precisamos buscar saídas para avançarmos como país”, diz presidente do Trata Brasil

O presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, destaca que as políticas de saneamento básico precisam enfrentar a realidade do país. “Quando discutimos o acesso à água e esgoto no Brasil, temos que imaginar as diferentes realidades. Precisamos buscar saídas para avançarmos como país, especialmente no Norte, Nordeste e parte do Sul. O Brasil tem milhares de pessoas sem acesso à infraestrutura mais elementar e isso nos mantém longe do mundo desenvolvido”, disse.

Já o sócio da GO Associados, Gesner Oliveira, alerta para a distância brasileira em relação aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), que foram pactuados junto à Organização das Nações Unidas (ONU). “Assumimos um compromisso mundial com os ODS, principalmente o número 6, em que o governo brasileiro promete levar água e saneamento para todos até 2030. Ao não cumprir a meta de universalização do acesso à coleta e tratamento dos esgotos, por exemplo, colocamos em risco o atingimento de vários outros ODSs, principalmente os relativos à proteção da infância e à melhoria da saúde”, observou.

O que é saneamento básico

De acordo com a Lei 11.445/2007, que estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico, os serviços públicos referentes ao assunto devem ser prestados nos seguintes princípios fundamentais: abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos realizados de formas adequadas à saúde pública e à proteção do meio ambiente, entre outros tópicos.