Para se distrair | 2M Notícias

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Para se distrair

Para se distrair

Ah…o amor!

 

Dois filmes românticos, um mais que o outro. O primeiro é do tipo que todo mundo se identifica ou por já ter vivido uma situação parecida ou por já ter visto um amigo naquela situação. O segundo filme todo mundo gostaria de viver, um romance que venceu as barreiras do tempo e da distancia. Perfeito para assistir com um chocolate nas agradáveis noites do outono.

 

Namoro ou Liberdade

Namoro ou Liberdade

Título Original: That Awkward Moment

Gênero: Romance/Comédia

Duração: 1h35

Dirigido por Tom Gormican

 

O tipo de filme que quando tu vê a sinopse não leva muita fé, mas ele surpreende. A história não chega a ser nenhum clichê, os atores não são completos desconhecidos, porém o que chama a atenção é a capacidade de instigar os sentimentos do espectador. Jason (Zac Efron), Daniel (Miles Teller) e Mikey (Michael B. Jordan) são grandes amigos, que estão o tempo todo juntos. Após descobrir a traição de sua esposa, Vera (Jessica Lucas), Mikey passa a morar no apartamento de Jason. Aproveitando a solteirice do amigo, o trio faz um pacto de pegar o maior número possível de mulheres – o que ele chamam de lista – e jamais ter um relacionamento sério. O que não é uma novidade para Jason e Daniel, que sempre tiveram uma vida mais desregrada, sem compromissos e com a busca incessante pela próxima garota. Eles podem ser comparados aos três amigos do filme brasileiro “E ai…Comeu?”. Afinal Fernando Moreira (Bruno Mazzeo), Honório Alves (Marcos Palmeira) e Afonso Carvalho (Emilio Orciollo Netto) ficam conversando em um bar e se orgulham de ser pegadores e contam suas táticas de forma escancarada, sem pensar nos sentimentos alheios. A diferença é que o filme brasileiro é mais sacana. Entretanto, por mais que tente se envolver com outras mulheres, Mikey está decidido a reconquistar a esposa. Em uma ida ao bar, Jason conhece a bela Ellie (Imogen Poots) e, aos poucos, se vê cada vez mais ligado a ela. Já Daniel começa a sentir algo a mais pela amiga Chelsea (Mackenzie Davis). Ou seja, o plano inicial dá errado. Mas o interessante é ver eles lutando contra eles mesmos e o quanto estão dispostos a manter “a busca pela lista” presente em suas histórias. Eles acabam mentindo uns pros outros e para eles mesmos. O espectador acaba se reconhecendo em alguma das histórias, seja a amizade que virou romance, o romance desfeito por besteiras ou o romance que tem medo de virar um romance. Uma curiosidade sobre o filme é que ele é primeiro dirigido e escrito por Tom Gormican, que trabalhou como produtor na comédia Para Maiores (2013).

 

Cartas para Julieta

Cartas para Julieta

Título Original: Letters to Juliet

Gênero: Romance/Comédia/Drama

Duração: 1h45

Dirigido por Gary Winick

 

Um filme cativante, com um clima de romance no ar e com um elenco maravilhoso. Sophie e Victor (Gael Garcia Bernal) viajam à Verona palco da história Romeu e Julieta para uma pré lua-de-mel. Não poderia haver algo mais romântico, certo? Uma viagem para a cidade onde aconteceu o maior romance da história, deveria ser perfeito. Só que Victor está mais interessado em fazer contatos para seu futuro restaurante em Nova York. O que acaba ocasionando que Sophie decide se distrair com um grupo de voluntárias que responde cartas endereçadas a Julieta, procurando conselhos amorosos. Ela tem um cunho literário, pois seu sonho é ser escritora, então encontra naquele hobby algo que ocupa seu tempo e a deixa muito feliz. Enquanto ajuda as voluntárias, ela encontra uma carta escrita em 1957 de uma senhora chamada Claire Smith. Sophie responde à carta aconselhando que ela procure o seu amor, não importa quanto tempo tenha passado nem o que tenha acontecido. A resposta da jovem a Claire é tocante, brotam lágrimas nos olhos ao escutar o relato. Ela ouve o conselho dado na resposta e vai procurar Lorenzo, por quem se apaixonou na juventude. Mas existem muitos italianos com o mesmo nome e Sophie demonstra interesse em ajudá-la na tarefa, desagradando o neto Charlie (Christopher Egan), que já tinha reprovado essa louca aventura da avó viúva. Sophie é interpretada pela bela Amanda Seyfried, que faz muito bem o seu papel e convence em todas as cenas. Bem conduzido por Gary Winick, o mesmo diretor do também simpático De Repente 30, o destaque vai para a boa química entre Seyfried e o desconhecido Christopher Egan, além da presença do galã de outrora Franco Nero, marido de Redgrave na vida real. Ah! Não dá para deixar passar em branco as belas imagens da Itália, da Verona de “Romeu & Julieta”, e uma trilha sonora típica, mas com direito a duas músicas da cantora pop Colbie Caillat. A curiosidade vai para o uso de uma varanda shakesperiana “como coadjuvante” – que é simplesmente linda – em dois momentos importantes e românticos de uma história que só podia – e tem – um clássico “The End” na tela. Portanto, os destinatários de Cartas para Julieta são todas as pessoas que curtem um final feliz em uma bela Verona.