Para se distrair | 2M Notícias

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Para se distrair

Para se distrair

Duas dicas de filmes para apaixonados. Filmes perfeitos para ver numa tarde de domingo abraçados no sofá. Alegrar a vida com um pouco de romance. Apesar deles não serem exatamente a história clássica de se apaixonar e viver feliz para sempre. Mas “Um garoto e uma garota um dia vão se apaixonar. Talvez temporariamente, talvez por muito tempo, talvez tarde demais, ou talvez para sempre”.

 

500 dias com ela

500 Dias com Ela

Título Original: (500) Days of Summer

Gênero: Comédia/ Drama/ Romance

Dirigido por: Marc Webb

 

A maioria das comédias românticas tem como clichê se destinar ao público feminino. Mas “500 Dias com Ela” é diferente. Começa pela história que não tem como protagonista uma jovem mulher apaixonada e sim um garoto, Tom Hansen. Ele tira o estereótipo de que só as mulheres buscam um grande amor, que só elas sonham com um futuro ao lado de alguém que as ame e as entenda. Neste caso, quem sonha com isso é Tom que se apaixona por Summer Finn. Ela também está interessada, mas não quer algo sério. Algo que vemos cada vez mais nos dias de hoje. O olhar romântico agora muda de enfoque, passando do feminino para o masculino. E o que se pode perceber é que ele não é tão diferente assim.  É claro que os sexos pensam e agem de formas distintas, mas colocar um lado como romântico e o outro como mero conquistador é uma forma simplista, esse é um dos pontos que – de forma bastante leve – o filme mostra. Todos que já passaram por algum tipo de relacionamento se reconhecerão, nem que seja por um momento apenas, com o filme. Do primeiro olhar até a dificuldade em se declarar. Das tentativas de aproximação até o início do relacionamento. Do encantamento da paixão à rotina e seu inevitável desgaste. O que fazer para mantê-lo. O que fazer para superá-lo. Como agir nos reencontros, quando há um resquício de sentimento envolvido. A fase down, quando tudo parece desmoronar e não há motivação para mais nada na vida. O dia seguinte. Tudo o que acontece em 500 Dias com Ela é plausível. Toda a relação de interesse, conquista e aproximação. Quem nunca amou e depois sofreu por amor? Tudo isso aparece no enredo. Eu sou completamente apaixonada por esse filme. Ele é encantador. Mostra uma sintonia incrível entre atores, direção e produção. Além do enredo lindo e que faz com que a gente se identifique. Afinal, todo mundo busca amar e ser amado.

 

Se enlouquecer não se apaixone

se enlouquecer

Título Original: It’s Kind of a Funny Story

Gênero: Comédia dramática/ Romance

Dirigido por: Ryan Fleck, Anna Boden

 

Outro filme lindo e bastante tocante. Na trama, conhecemos Craig (Keir Gilchrist), um jovem de 16 anos que compreendeu que não se encaixa neste mundo, para resolver todos seus problemas, porque ele é um jovem que acredita ter muitos problemas, resolve cometer um suicídio, mas falha. Percebendo que precisava urgentemente de ajuda, vai atrás de uma clínica psiquiátrica, lá descobre que não havia alas que o separariam dos mais adultos, logo, conviveria com pessoas de todas as idades e dos mais diversos conflitos mentais, e num curto período de tempo, ao ver a situação daquela gente entende que o que passava em sua mente nem era tão grave assim, mas já era tarde demais, teria que terminar o “programa de ajuda” e ficar naquele estranho local até o fim da semana. O que assistimos então, nada mais é do que esta estranha, divertida e intensa semana de Craig nesta clínica, onde ele conhece Bobby (Galifianakis), um louco muito excêntrico mas que aos poucos se torna seu grande amigo, e vira uma espécie incomum de mentor. Além de conhecer a bela Noelle (Roberts), uma garota de sua idade com sérios problemas psicológicos, mas que tornará estes dias em momentos memoráveis. E em apenas alguns dias, Craig passa a compreender coisas importantes da vida, coisas que não conseguira compreender fora daquela clínica durante 16 anos. Um bom filme, não cai no clichê, os personagens vão sendo construídos de acordo com o desenrolar da trama. É possível se inserir nos dilemas retratados e Craig e Noelle conquistam justamente por não terem a intenção de conquistar. A relação dele com Noelle tem aquela loucura da adolescência mesclada com certa ingenuidade e inocência da infância, dois seres passando por uma fase complicada de transição, aceitação do mundo e aceitação de si mesmo.