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Dia das Mães

Para uma semana especial, duas dicas de filme especiais. Em homenagem às mães, ambos têm como temática a maternidade. O primeiro é um dos meus favoritos e não tem como não se emocionar. Ainda rendeu a Sandra Bullock um Oscar de melhor atriz. O segundo mostra uma família não tradicional, com duas mães, e um pouco da dificuldade vivenciada. Valem muito a pena!

 

Um sonho possível

Um Sonho Possível

Título Original: The Blind Side

Gênero: Drama/Biografia

Duração: 2h08

Dirigido por John Lee Hancock

 

Um filme cativante e nos faz ver a força do amor materno, até por aqueles que não nasceram de seu ventre. É praticamente um ditado popular que toda mulher muda quando vira mãe, esse filme mostra a proporção que um amor materno pode ter. Na história, Big Mike (Aaron Quinton) era filho de uma mãe viciada em drogas e não tinha onde dormir. Embora tivesse jeito para os esportes, faltava nele algo mais do que o dinheiro. Faltava amor e ódio. Por mais confuso que possa parecer, o menino que aprendeu a fechar os olhos para esconder as coisas ruins (ou se esconder delas), tornou-se um poço de ternura, não deixando que a amargura tomasse conta de sua vida. Assim, ele apenas sobrevivia e só passou a “existir” quando encontrou o amor de verdade numa família de brancos livres de preconceitos, principalmente com Leigh Anne Tuohy (Sandra Bullock). Ela o encontra na rua e, ao contrário do que a maioria das pessoas faria, até pela sociedade racista em que estava inserida, ela o acolhe em sua casa. É muito bonito ver os laços se tornando mais fortes e o quanto ela, juntamente com o treinador de Big Mike que aparece logo depois do “resgate”, acabam transformando a história do garoto e a eles mesmos. Em algumas cenas ela resolve interpretar a mãe durona, xingando treinadores e dando ordens. O mais legal é que a história parece fantasiosa, mas não é, realmente aconteceu. É bonito saber que foi verdade, mas duro de acreditar. Seria este paradoxo outra razão para tanto sucesso? Entre as curiosidades, a presença de treinadores verdadeiros participando do filme em momento de humor, a citação do clássico Conduzindo Miss Daisy em forma de deboche e as fotos dos personagens reais nos créditos finais. Um Sonho Possível revela uma bondade assustadora de tão bonita. Abrindo seus corações e derrubando preconceitos, os Tuohy brindaram Lavoisier quando acreditaram que Michael Oher não era um caso perdido e o transformaram. É um filme emocionante. Que vai dar vontade de levantar do sofá e ir correndo abraçar as mães e agradecer por tudo que elas fazem.

 

Minhas mães e meu pai

Minhas mães e meu pai

Título Original: The Kids Are All Right

Gênero: Comédia/Drama

Duração: 1h44

Dirigido por Lisa Cholodenko

 

Nic (Annette Bening) e Jules (Julianne Moore) são casadas e com dois filhos adolescentes, Joni (Mia Wasikowska) e Laser (Josh Hutcherson). Eles vivem em uma casa na Califórnia. Se dão muito bem, em alguns momentos do filme aparece aquele puxão de orelha de alguma das mães – que são bem rígidas em relação a educação dos dois. Mas todo adolescente é curioso, e começam a questionar sobre o seu pai biológico. Então, antes de Joni entrar para a Universidade, Laser pede ajuda para encontrar o pai biológico deles, já que os dois jovens foram concebidos por inseminação artificial. Ela, indo contra a vontade de suas mães, entra em contato com o pai (Mark Ruffalo). Os jovens logo se identificam e criam laços com ele. Na medida em que o pai começa a fazer parte da vida de todos, um novo e inesperado capítulo se inicia. A trilha sonora é excelente e dita o ritmo e espírito da produção. O próprio título original do filme é uma referência musical, sendo o nome de uma canção da banda The Who. Além disso, há música em vários pontos menores da história. Por exemplo, em uma das paredes do quarto de Joni, há um poster da banda Uh-Huh-Her, ao qual pertence a atriz Leisha Hailey, que se assumiu lésbica aos 17 anos. As atuações também são impecáveis. E o mais interessante é que a diretora não foca na relação homoafetiva como algo novo a ser trabalhado, tudo aparece com muita naturalidade. E uma curiosidade, muito do filme foi baseado no relacionamento da diretora Lisa Cholodenko com sua parceira Wendy, que tiveram um filho por inseminação artificial de um doador anônimo. Cholodenko dedicou o filme a eles.