Humanização dos animais | 2M Notícias

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Humanização dos animais

Humanização dos animais

Domesticamos tanto os animais que eles não sabem mais ser “animais”. E chegamos tanto a este excesso de humanização de seres que estão em determinado grau de evolução que começamos a interferir em sua evolução espiritual. Em sua natureza os animais possuem as próprias defesas biológicas para o frio, para o calor, não necessitando muitas vezes, da nossa intervenção.

Podemos alegar que cães extremamente peludos necessitam de tosa. Sim, concordamos, até porque foi nossa interferência em suas vidas – fomos nós que os tiramos de seu país de origem muitas vezes frio para um país quente como o nosso e vice versa. Podemos notar que toda vez que um animal, desde que tenha sido retirado de seu habitat sofre, sofre por nossa causa, através de nossa interferência. Não é opção dele, é nossa, tal como vestir sapatos, colocar lacinhos ou pintar as unhas.

É preciso que os animais, por mais que os amemos, sejam respeitados como animais e não como seres humanos para que satisfaçam as nossas necessidades; a necessidade do animal é ser animal, a do humano é ser humano. Humanizá-los é desequilibrá-los e desequilibrá-los não é prova de amor. Como todas as relações ancoradas na emoção, essa não é imune a crises.

Os donos muitas vezes não sabem impor os devidos limites ao comportamento de seus companheiros de quatro patas – e o drama ganha cores semelhantes ao dos pais que enfrentam adolescentes revoltosos. Em meio à crescente indústria de produtos e serviços para bichos, emergiu até mesmo uma nova categoria profissional – a dos psicólogos de animais, adestradores especializados em lidar com cães e gatos neuróticos. Não, a neurose não é uma exclusividade humana.

Trazendo para realidade da proteção animal, isso é devastador, pois muitos animais foram vítimas de abandono, depois de conhecer e passar por todo o capricho do ser humano. Acabam entrando para lista de adoções especiais, cheios de insegurança, choram muito depois de resgatados e se apegam aos protetores de tal forma, que a separação se torna cruel. Muitos preferem ficar nas ruas, do que com o ser humano e fogem, entristecendo demais quem o resgatou e tentou lhe dar uma vida digna.

Por isso vale salientar cada vez mais, que o ato de adotar, é um ato de muito amor e compromisso com aquela vidinha que já sofreu bastante. Pense bem antes de procurar um protetor, canil, ong, feiras, ou abrigos, lembre que animais não são objetos, são seres que tem sentimentos e simplesmente devolvê-lo porque não “deu certo” é um ato tão cruel quanto a do abandono primário. Adoção consciente sempre!!