Coluna: Tentando brecar uma CPI… | 2M Notícias

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Coluna: Tentando brecar uma CPI…

Coluna: Tentando brecar uma CPI…

O governo federal se viu obrigado a atender parte das pressões e tornar públicas parte das informações até então “sigilosas”, referentes a empréstimos concedidos para obras de infra-estrutura em nove países estrangeiros, firmados através do BNDES a partir de 2007.
São dados incompletos, que somente serviram para aumentar ainda mais a suspeita de que foram deixados de lado os critérios técnicos e prevaleceram os critérios ideológicos e políticos do atual governo para conceder benesses às “nações amigas”.
Continua sem explicação o absurdo descumprimento ao artigo 49 da Constituição Federal, item 1, que determina que é da competência exclusiva do Congresso Nacional a decisão definitiva sobre “acordos internacionais que acarratem encargos ou compromissos gravosos ao Patrimônio Nacional”.
Foi somente o mais puro pavor de uma CPI do BNDES que fez com que se liberassem alguns dados. Valores, países, taxas, prazos. Detalhes sobre as garantias, os pareceres técnicos e análise de risco, continuam secretos.
Os dados são referentes a financiamentos desde 2007, que totalizam 12 bilhões de dólares.
O campeão em valores foi Angola, com 3,5 bilhões de dólares. A Venezuela bolivariana recebeu outros 2,25 bilhões. República Dominicana, 2,2 bilhões. E mais Cuba, Argentina, Equador, Costa Rica, República Dominicana, Gana e Moçambique.
Dinheiro à rodo, que agora que o oba-oba do governo federal torrou dinheiro durante os últimos 12 anos, está fazendo falta.
As taxas de juro cobradas às “nações amigas”, na maioria dos casos, foram inferiores às que o BNDES costuma cobrar dentro do Brasil.
O dinheiro foi emprestado pelo Brasil a um custo inferior ao que o próprio Brasil costuma pagar para captar dinheiro. Uma piada!
E se isso fosse pouco, ainda há o fato de que as empreiteiras encarregadas das obras de infraestrutura nesses países, na ampla maioria dos casos, são as mesmas que estão ficando a cada dia mais conhecidas por sua exposição na mídia como participantes do escândalo do Petrolão.
Assim como o escândalo do mensalão que botou líderes petistas na cadeia foi muito menor do que o escândalo do petrolão, está caindo de maduro (nada a ver com o Nicolas) o fato de que podemos estar diante de algo que deixará o escândalo da Petrobrás no chinelo.
Os contribuintes brasileiros tem o direito de saber de que forma seu dinheiro é posto fora pelo governo. CPI do BNDES já!