Coluna: Política e afins | 2M Notícias

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Coluna: Política e afins

Coluna: Política e afins

*A abertura de uma “janela” na reforma política que está em votação no Congresso Nacional, que permita trocar de partido sem perder o mandato, poderá levar alguns vereadores de Cachoeirinha a migrarem para partidos com maior possibilidade de eleitoral em 2016.

*Caso mudanças significativas aconteçam o fato poderá ter desdobramento na eleição majoritária. Hoje o PSB considera um “passeio” se manter no comando da prefeitura de Cachoeirinha por mais um mandato. Farão 16 anos que o mesmo grupo está no comando da prefeitura.

*Tempo tão longevo também produz desgaste. Promessas de melhoria na qualidade da prestação de serviços públicos não foram concretizadas pelo governo municipal. A alegação de falta de repasses de verbas federais e estaduais tem sido a maior desculpa pela gestão pífia deste segundo mandato do prefeito Vicente Pires.

*A oposição combativa dos vereadores Irani Teixeira (PC do B) e Rosane Lipert (PT) tem contado com mais uma parceria “peso-pesado” de parte do vereador Antônio Teixeira (PSB). Os três são parlamentares preparados e aguerridos. Sabem por quem os “sinos dobram”.

*Ora, não resta a menor dúvida que o trio oposicionista também deverá encontrar razões para construir algum projeto de poder alternativo e oferecer tal possibilidade aos eleitores em 2016.

*Mesmo com desgaste a nível nacional, o Partido dos Trabalhadores ainda é uma força com estrutura razoável no município. Caso o PT desça do salto quebrado e calce as famosas “sandálias da humildade” e, de fato, se disponha a pensar nos reais interesses da sociedade cachoeirinhense, criará as condições objetivas para o nascimento de uma candidatura majoritária com promessa de viabilidade.

*Um fato é inegável: O PT não tem um nome com musculatura política para enfrentar o candidato do PSB na eleição majoritária do próximo ano. Com todo o respeito que tenho pelo Volnei de Borba Gomes, mas ele não se construiu politicamente. Permaneceu descolado dos movimentos sociais e não se fez “símbolo” de mudança no imaginário popular. Sem tal densidade basilar o fiasco eleitoral petista será tão certo quanto dois com mais dois resulta em quatro.

*Inobstante, um projeto de poder alternativo e com possibilidades de crescimento real passa pelo Partido dos Trabalhadores, o que não quer dizer que a “cabeça de chapa” tenha que sair dos quadros do PT.

*Neste momento conjuntural um nome sem a estrela petista cravada na testa tem muito mais condições de atrair a simpatia do eleitorado. As pesquisas de opinião estão mostrando que mensalão, petrolão e ajuste fiscal têm o carimbo do PT, na figura de suas representações no Congresso Nacional e na presidência da República.

*Suspeito que neste lado de cá da ponte muitos acertos e desacertos vão acontecer até o anúncio de uma candidatura de consenso, que consenso vier a existir. Em fogo que arde nas fogueiras das vaidades qualquer brasa pode fazer um estrago.