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Coluna: Para Se Distrair

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Amor em diferentes formas

Duas histórias sobre o amor, em diferentes formas. A primeira sobre as dificuldades de amar e perder. Emilia perde a filha recém nascida e tem que aprender a conviver com isso sem que ameace suas outras relações. O segundo é bem mais light, é uma adaptação em filme da peça Os Homens são de Marte e é para lá que eu vou.

 

Nome: As coisas impossíveis do amor

Título Original: Love and Other Impossible Pursuits

Gênero: Drama

Duração: 1h59

Dirigido por Don Roos

As coisas impossíveis do amor

Emilia (Natalie Portman) é uma advogada recém-formada que vai trabalhar numa firma e acaba se envolvendo com o seu chefe casado, que depois se separa da esposa e fica com Emilia. Aquele caso raro de o cara largar a esposa e ficar com a amante. Emília tem todo jeito de inocente, garota recém-formada e ingênua. Mas fica muito mais na aparência que na realidade. Apesar de que quem deu a iniciativa para a traição foi Jack (Scott Cohen). Ele se divorcia oficialmente e se casam. Os dois têm um bebê que, por causa de uma tragédia, morre ainda muito pequeno, o que vai provocar muitas complicações no relacionamento do casal. Emilia tem que superar a perda da filha, enfrentar as constantes brigas com Carolyn (Lisa Kudrow), a ex-mulher de Jack, e tentar conquistar o amor de William, filho do primeiro casamento de Jack, além de lutar para reatar os laços afetivos com o seu pai. Para quem é fã de Friends será estranho ver a eterna Phoebe como uma mulher um tanto quanto rabugenta e que tenta de todas as formas não deixar que Emília faça parte da família. Compreensível, afinal para Carolyn, Emilia é e sempre será a outra. Mesmo causando estranheza não há como negar que a atuação de Lisa é perfeita. Outra atuação de destaque é o jovem Charlie Tahan – que interpreta Willian, filho de Jack. Ele consegue transmitir toda a confusão, que é característica principal de seu personagem, sem deixar o público confuso. Além de tudo isso, Emilia é filha de pais separados recentemente. Ela tem boa relação com a mãe, mas o pai sempre foi do tipo que impunha sua vontade na vida da filha e tentava controlá-la como marionete, o que Emilia sempre detestou. Em determinado momento do filme ela chega a chamá-lo de “juiz adúltero viciado em sexo”. A história é linda e dramática, afinal não é fácil perder um filho. A trama retrata bem a dificuldade de uma mulher se recuperar de um trauma assim. E também como é complicado se inserir no seio familiar após viver como amante. Mas ele consegue fazer tudo isso de forma leve, sem grandes depressões ou cenas que farão o público ficar mal após o filme. Ele não explora o lado dramático apenas, mas o lado humano da dor e da dificuldade.

 

Nome: Os homens são de Marte e é pra lá que eu vou

Gênero: Comédia/Romance

Duração: 1h46

Dirigido por Marcus Baldini

Os homens são de marte e é pra lá que eu vou

Imagina ser encalhada, desesperada para encontrar o príncipe encantado e trabalhar com casamentos? Essa ironia é a vida de Fernanda (Mônica Martelli). Ela é a principal produtora de casamentos de São Paulo, faz contratos com as principais pessoas da cidade. Tanto que ela precisa contratar o Lulu Santos para o casamento de Lorencinho, evento que ela organiza durante a história do filme. Parece bem aleatório tantos closes no rosto do rapaz, mas no fim da trama, tudo faz sentido. O longa é baseado na peça de Teatro homônima – que ficou em cartaz por mais de dez anos. Mônica Martelli consegue convencer tão bem como Fernanda porque foi ela mesma que criou a personagem. Filmes da estrela das comédias românticas Sandra Bullock, como Um Lugar Chamado Notting Hill e Noiva em Fuga são inspirações assumidas. Mas, como a própria Mônica Martelli declarou, Os Homens São de Marte… é uma comédia romântica diferente. No sentido de que o par da personagem não é apresentado logo no início do filme, como na maioria das comédias românticas norte-americanas. Muito pelo contrário vários homens passam pela história de Fernanda, cada um com um defeito ou um problema de convivência diferente. Trata-se, segundo ela, não da história de um casal, mas de uma mulher em busca do amor. É um ponto a favor da originalidade. A peça de teatro é um grande sucesso, não poderíamos esperar menos do filme. Ele conta com vários astros, o que ajuda bastante, afinal as atuações são impecáveis e divertidíssimas. Destaque para o incrível Paulo Gustavo, de Minha mãe é uma peça e o seriado da Multishow Vai que Cola, que interpreta Anibal, o amigo gay de Fernanda e Nathalie (Daniele Valente). O personagem é bastante esteriotipado, mas não fica forçado, ele consegue manter tudo na medida certa. O filme arranca ótimas risadas e faz refletir sobre a busca do amor. O quanto as pessoas confundem amor com sexo e vão pra cama na primeira noite por “sentir que tudo será diferente” daquela vez. A ideia mais filosófica é de tratar sobre o amor. Que muitos se focam no trabalho ou em outras coisas e esquecem a alegria do amor. Outras tentam viver a ilusão de que o encontraram. E tem aqueles que sabem a importância do amor verdadeiro, mas acabam beirando o desespero para encontrá-lo.