Coluna: Leio Sim! | 2M Notícias

Edições Online

Capa Gravataí Capa Cachoeirinha Capa Sto Antonio

Coluna: Leio Sim!

Coluna: Leio Sim!

Dialogando

“A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde” André Maurois

 

As Garotas da Cidade Atômica, Denise Kiernan

“A bomba atômica lançada nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão, deu um fim à Segunda Guerra Mundial e alterou os rumos da política internacional na segunda metade do século XX. Mas a bomba só foi desenvolvida graças ao famoso Projeto Manhattan, codinome de um plano secreto criado nos Estados Unidos para enriquecer urânio e criar bombas para uso bélico. O que pouca gente sabe, porém, é que por trás de muitos cientistas e generais importantes, que entraram para a história ao administrar o Projeto, havia inúmeros anônimos trabalhando com afinco – entre eles, muitas mulheres, atuando em cargos como secretárias, estatísticas, químicas ou mesmo ajudantes de limpeza. Recém-formadas no ensino médio ou já graduadas na faculdade, essas mulheres foram recrutadas em todo o país e encaminhadas à cidade secreta de Oak Ridge, sede do Projeto. Ao chegar lá, se surpreendiam com a lama que tomava conta das ruas, as habitações simples e apertadas, a vigilância por toda a parte. Porém, os bons salários e a chance de contribuir de alguma forma para o fim da guerra – e de ajudar a trazer seus entes queridos para casa – faziam tudo valer a pena. Mas qual era o real propósito do trabalho que executavam lá? Para que serviam os botões que apertavam e as contas que faziam? Poucas sabiam. A finalidade do misterioso Projeto Manhattan só seria divulgada ao mundo – e inclusive aos moradores de Oak Ridge – depois do lançamento da bomba. Quem diria que o mais ambicioso projeto de guerra da história militar americana estava escondido numa pequena cidade no meio do estado do Tennessee? Resultado de sete anos de pesquisa da jornalista Denise Kiernan, este livro capta o espírito de uma época com base nos relatos de mulheres que viveram e trabalharam em Oak Ridge, bem como em documentos e fotos do período, resgatando da obscuridade um capítulo frequentemente esquecido nos livros de história”.

 

Brasyl, Ian McDonald

“Três personagens. Três histórias. Três brasis. Ligados através do tempo, do espaço e da realidade. Marcelina é uma produtora de TV que sai pelas ruas do Rio em busca do sucesso que lhe trará a fama. Quando uma ideia para um programa a faz rastrear o mais infame goleiro do futebol brasileiro, ela se envolve em uma antiga conspiração que ameaça não só a sua vida, mas também a sua alma. Edson é um empresário de celebridades tentando sair das favelas de São Paulo em um futuro não muito distante. Um encontro inesperado o faz cair no mundo perigoso da computação quântica. Agora, sem ter para onde fugir em um Brasil em que cada rosto e centavo são rastreados, ele precisa salvar a própria pele. Padre Luis Quinn é um missionário jesuíta que vasculha as profundezas da Floresta Amazônica do século XVIII em busca de um padre renegado que tenta estabelecer um império. Mas o que ele encontra ali põe em xeque a sua fé e a própria realidade”.

 

Perdidos por aí, Adi Alsaid

“Quatro jovens ao redor do país têm apenas uma coisa em comum: uma garota chamada Leila. Ela entra na vida de cada um com seu carro absurdamente vermelho no momento em que eles mais precisam de alguém. Entre eles está Hudson, mecânico em uma cidadezinha, que está disposto a jogar fora seus sonhos de amor verdadeiro. E Bree, uma garota que fugiu de casa e curte todas as terças-feiras — além de algumas transgressões ao longo do caminho. Elliot acredita em finais felizes… até sua vida sair totalmente do script. Enquanto isso, Sonia pensa que, quando perdeu o namorado, também perdeu a capacidade de amar. Hudson, Bree, Elliot e Sonia encontram uma amiga em Leila. E, quando ela vai embora, a vida de cada um deles está transformada para sempre. Mas é durante sua própria jornada de quase sete mil quilômetros através do país que Leila descobre a verdade mais importante: às vezes, aquilo de que você mais precisa está exatamente no ponto onde começou. E talvez a única maneira de encontrar o que você está procurando seja se perder ao longo do caminho”.