Coluna: Leio Sim | 2M Notícias

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Coluna: Leio Sim

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Dois livros que são bem populares, um deles estreando nos cinemas, e que contam histórias interessantes – apesar de serem destinados a públicos diferentes.

 

Não se iluda, não – Isabela Freitas

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Todos devem conhecer ou pelo menos já viram em alguma banca o livro “não se apega, não”, da mesma autora, que fez grande sucesso aqui no Brasil. Agora, ela continua a contar as próprias aventuras. A ideia dos livros começou em um blog, em 2011, onde Isabela escrevia todas as suas aventuras, as histórias que passava com amigos e as desilusões amorosas. Mesmo a personagem do livro tendo o mesmo nome – e também um blog – a vida real e a ficção são diferentes. Nessa sequência, Isabela continua contando diversas aventuras. Eu, particularmente, tenho sempre um pé atrás com escritores brasileiros – talvez por ter sido muito familiarizada com a literatura estrangeira -, mas costumo ler para ver o que acho da escrita, e gostei desse livro, apesar de ele ser voltado para o público infanto-juvenil. O título já chama a atenção também – porque, quem aqui  nunca se iludiu, não é mesmo? “Depois de passar um ano sem namorado, Isabela está determinada a realizar o grande sonho de ser uma escritora reconhecida. Resolve dar os primeiros passos anonimamente, criando um blog onde assina como A Garota em Preto e Branco. Em seu diário virtual, ela desabafa, fala dos amigos, dos não tão amigos assim, e confessa suas aventuras e desventuras amorosas. Assunto é o que não falta. Durante uma temporada agitada em Costa do Sauípe, na Bahia, acompanhada por Pedro, Amanda e sua insuportável prima Nataly, Isabela conhece o irresistível Gabriel, um sujeito praticamente perfeito, a não ser por um pequeno detalhe… Isabela luta contra um sentimento cada vez mais evidente: a atração por seu melhor amigo. E agora? Em seu segundo livro, Isabela Freitas dá sequência às histórias dos personagens de Não se apega, não. Dessa vez, com a cabeça nas nuvens e os pés firmemente no chão, a personagem Isabela vai em busca daquilo que seu coração realmente deseja, mesmo quando seu caminho é bem acidentado e cada curva parece esconder uma nova surpresa”.

 

Cidades de Papel – John Green

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Eu admito: o único livro que eu havia lido do autor era A Culpa É das Estrelas, e apesar de ter gostado muito da escrita e da história, foi apenas no filme que me debulhei em lágrimas. Mas todos que são fãs do John Green me diziam que eu precisava ler Cidades de Papel. E que também precisava ler Quem é Você, Alasca?. Aproveitando que o filme está no cinema, eu decidi então ler o livro. E também fui ver o filme. Adorei os dois. Mas eu gostei mesmo por causa das lições e dos questionamentos que a história traz, porque se dependesse da protagonista, Margo Roth, a história seria horrível, já que eu acabei detestando ela. O enredo conta sobre a vida de Quentin, conhecido como Q, que está prestes a se formar no colégio, junto com seus dois amigos, Radar e Ben. Desde a infância, Q. é apaixonado pela sua vizinha, Margo, que quando cresceu se tornou uma garota popular, muito divertida, muito “louca”, que vive milhares de aventuras. Se antes eles eram amigos, com o passar dos anos acabaram se afastando, mas Q. continua apaixonado pela misteriosa e popular Margo. Numa noite, Margo entra no quarto dele pela janela e pede pra ele ir realizar uma missão de vingança com ela, já que ela foi traída pelo namorado. Q. sai com ela e vive uma noite de muitas loucuras. No final, ele fica perdidamente apaixonado por ela, mas no outro dia, ela simplesmente some. Seguindo pistas que Margo deixou, Q. e seus amigos seguem em busca dela. A viagem é muito divertida, os amigos de Q. dão um tom muito engraçado ao filme, a amiga de Margo os acompanha também, e todos os diálogos são muito bem bolados. Aqui é importante que o leitor já tenha essa ideia: o que importa nessa história é a viagem, e não o destino. Porque quando eles chegam Margo só prova o quanto é imatura, egoísta e insensível. Desculpem, eu realmente odiei a protagonista. Mas a história é muito linda e tem lições incríveis, que qualquer um pode colocar na sua vida. Então recomendo tanto o livro quanto o filme – que tem alguma mudanças, como todas as adaptações, mas os atores interpretam muito bem.