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Você se sente inseguro? Saiba que pode piorar

por Dijair Brilhantes

As reclamações da população referentes à segurança pública costumam ser rotineiras nos últimos tempos. Em quase todos os bairros que o Jornal Correio de Cachoeirinha percorre ouvem-se reclamações pela falta de segurança. Moradores costumam dizer que poucas vezes enxergam alguma viatura da Brigada Militar e a mesma não nega a falta de efetivo. Mas o que está ruim pode piorar. Depois do corte nas horas extras tanto da Policia Civil quanto da Brigada Militar, agora o governo do estado irá reduzir a verba destinada ao combustível das viaturas. “Os cortes irão dificultar muito o nosso trabalho, não temos como realizar as campanas, verificar denúncias, realizar operações com R$150 mensais de combustível”, falou um policial civil de Cachoeirinha que preferiu não se identificar.

Cortes preocupam

Os cortes na Segurança Pública e as incertezas nos dias de pagamento dos policiais, assim como ocorre com todos os servidores, é a principal queixa. No dia de hoje servidores da Polícia Civil aderiram a uma paralisação que ocorrerá em todo estado. O principal objetivo da entidade é parar e promover atos na frente dos locais de trabalho em todo o Rio Grande do Sul. A paralisação foi definida em reunião do Conselho da Ugeirm, que representa a categoria. “Nossa preocupação é que os cortes irão afetar a população, assim como já ocorre hoje”, lamenta o agente da polícia civil. “Se já não há efetivo imagina como será com estes cortes?” questiona.

O policial diz temer pelo futuro da segurança no estado com este novo modelo de administração. “Esse novo modelo de gestão irá precarizar a segurança no Rio Grande do Sul”, conclui.

Com os cortes a polícia não deve mais participar de ações da Guarda Municipal e nem Blitz da lei seca.

Reivindicações

– Pela realização das promoções no dia 21 de abril;

– Pelo cumprimento da tabela de subsídios, com reajustes previstos para maio e novembro deste ano;

– Contra o atraso nos salários, os cortes de horas extras e o contingenciamento na Segurança Pública;

– Contra a alteração nas regras da aposentadoria dos policiais;

– Pela convocação imediata dos 650 concursados;

– Contra o desmonte da Segurança Pública que causa insegurança à população gaúcha