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Você conhece o Maio Amarelo?

Você conhece o Maio Amarelo?

por Caroline Weigel

O março é lilás (lembrando o direito das mulheres e seu papel na sociedade), o outubro é rosa (trazendo a importância da prevenção ao câncer de mama e ao câncer de colo de útero) e o novembro é azul (chamando para a prevenção ao câncer de próstata). Mas o que poucas pessoas sabem é que maio também tem uma cor designada: o amarelo.

O Maio Amarelo é uma campanha internacional que está em seu segundo ano e busca chamar atenção para os acidentes de trânsito, que já são considerados uma epidemia, pois matam milhões de pessoas em todo o mundo.

A ideia não é desenvolver uma simples campanha, mas sim que cada empresa, instituição ou serviço público desenvolva ações de conscientização sobre esse problema, utilizando o símbolo da campanha, o laço amarelo.

Cuidado com o próximo

A ação destaca também que a sociedade precisa abrir os olhos e entender que sua ação no trânsito pode gerar uma reação que compromete não só a própria vida, mas a vida dos demais cidadãos. Por isso, é tão importante que cada pessoa adote um comportamento mais seguro e responsável, tendo como premissa a preservação da sua própria vida e dos outros.

O movimento quer a participação e envolvimento de todos comprometidos com o bem-estar social, educação e segurança em decorrência de cultura própria; assim, todas as entidades ou empresas estão convidadas a levantar essa bandeira e fazer do mês de maio o início da mudança, já que o amarelo, no semáforo, significa “atenção” e, nesse caso, “atenção pela vida”.

Década de Ações

Em março de 2010, a Assembleia-Geral das Nações Unidas lançou uma resolução que estabelece o período de 2011 a 2020 como a “Década de Ações para a Segurança no Trânsito”. Para a criação do documento, se tomou como base um estudo da Organização Mundial da Saúde, que mostrou que, em 2009, ocorreram cerca de 1,3 milhão de mortes por acidente de trânsito em 178 países. Aproximadamente 50 milhões de pessoas sobreviveram com sequelas.

São três mil vidas perdidas por dia nas estradas e ruas ou a nona maior causa de mortes no mundo. Os acidentes de trânsito são o primeiro responsável por mortes na faixa de 15 a 29 anos de idade; o segundo, na faixa de 5 a 14 anos; e o terceiro, na faixa de 30 a 44 anos. Atualmente, esses acidentes já representam um custo de US$ 518 bilhões por ano ou um percentual entre 1% e 3% do PIB (Produto Interno Bruto) de cada país.

Se nada for feito, a OMS estima que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020 (passando para a quinta maior causa de mortalidade) e 2,4 milhões, em 2030. Nesse período, entre 20 milhões e 50 milhões de pessoas sobreviverão aos acidentes a cada ano com traumatismos e ferimentos. A intenção da ONU com a “Década de Ação para a Segurança no Trânsito” é poupar, por meio de planos nacionais, regionais e mundial, cinco milhões de vidas até 2020.

A chave para a redução da mortalidade, segundo o relatório, é garantir que os estados-membros adotem leis que cubram os cinco principais fatores de risco: dirigir sob o efeito de álcool, o excesso de velocidade, não uso do capacete, do cinto de segurança e das cadeirinhas. Apenas 28 países, que abrigam 7% da população mundial, possuem leis abrangentes nesses cinco fatores.

No Rio Grande do Sul

Em 2014, de acordo com uma análise estatística elaborada pelo Detran, 2.023 pessoas perderam a vida em acidentes de trânsito. Esse número representa um aumento de 1,9% em relação a 2013, quando 1.985 pessoas haviam morrido.

Outro índice que teve alta foi a quantidade de acidentes com morte, que subiu 2,9% em relação ao ano anterior. Os acidentes graves (com três vítimas ou mais) passaram de 1,7% em 2013 para 1,8% em 2014. Esse tipo de acidente é mais comum em rodovias, já que no ano passado quase 80% deles foi registrado em estradas.  Segundo o Detran, esse índice ocorre em parte pela combinação de velocidade e ultrapassagem forçada.

O estudo apontou também que os jovens são os mais vulneráveis no trânsito. Enquanto a faixa dos 18 a 39 anos representa 34% da população, esse grupo integra 43% das vítimas de trânsito. Entre 2007 e 2014, a participação dos jovens entre as vítimas de trânsito tem sido a mesma, oscilando em torno de 45%. Já a participação do grupo com mais de 60 anos vem crescendo, passando de 16% em 2007 para 20% em 2014.

Ações em Cachoeirinha

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SMOOB) aderiu ao movimento Maio Amarelo, através da Educação para o Trânsito. Segundo a coordenadora do setor, Luciana Hauschild, todas as agendas da educação para o trânsito deste mês vão estar voltadas para a ação.

“Vamos falar sobre o maio amarelo, inclusive usaremos coletes com o slogan da campanha”, afirma. Na terça-feira, 5, já foi realizada uma ação na Sipat da empresa Souza Cruz, onde os funcionários em todos os turnos foram abordados com uma blitz educativa. “Conversamos com mais de 500 condutores e funcionários, juntamente com a equipe da Cipa, Transmiro, Anjos do Asfalto, e educação da SMMOB”, acrescenta. O evento teve início às 7h e encerrou às 22h30min.

Na próxima semana, na Feira do Livro de Cachoeirinha, ocorre a apresentação do teatro “A Joaninha e o Trânsito”, além de outras palestras que já estão agendadas. “Participaremos da Ação Global do Sesi e realizaremos uma blitz educativo com os parceiros do trânsito seguro: Empresa Transmiro, Anjos do Asfalto e Grupo de Escoteiros Guajará-Mirim”, completa.