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Uma dupla que protagoniza o bem

Uma dupla que protagoniza o bem

por Dijair Brilhantes

Fazer o bem alheio, mesmo sem receber compensação financeira em troca, atitudes como esta estão cada vez mais raras nos dias de hoje. Na série protagonistas da vida do Jornal Correio de Cachoeirinha desta semana, uma dupla que através do espiritismo arrumou uma forma de ajudar a quem precisa. Robson Lhul tem 36 anos de idade, todos eles vividos em Cachoeirinha. Morador do bairro Parque da Matriz, ele hoje preside a Sociedade Espírita Vinha de Luz, no Bairro Cohab. “Me criei dentro do centro espírita, desde criança meus pais me levavam e comecei a participar”, diz Robson.

Ao seu lado está Elaine Paim Pressi, 58 anos, moradora do Bairro Sítio Ipiranga, a vice-presidente da Sociedade Vinha Luz. Segundo Elaine, ela era católica praticante, mas queria buscar algo que lhe satisfizesse espiritualmente. “Eu era católica, mas estava buscando respostas para alguns questionamentos da vida, e como eu vi a construção da sede da sociedade aqui no bairro, eu comecei a frequentar”, explica Elaine.  A Sociedade Espírita Vinha de Luz existe em Cachoeirinha desde 1979, no Bairro Cohab a nova sede foi inaugurada em 1989.

Ajuda através da fé

A dupla protagonista ressalta que eles apenas estão à frente da instituição, mas o trabalho depende de um grupo extenso de pessoas que participam da sociedade. O grupo de palestrantes se divide para atender a comunidade, há palestras quase que diariamente, e em horários alternados. “Damos palestras não só sobre o espiritismo, mas sobre as maneiras como as pessoas devem se comportar perante aos desafios da vida”, falou Robson.

Além das palestras que ajudam as pessoas a repensarem nos desafios da vida, todas as segundas-feiras o grupo ajuda cerca de 20 famílias com roupas, alimentação e material de higiene. “Fizemos um cadastro com as famílias que precisam de ajuda, que estão em situação vulnerável e prestamos assistência” esclarece Robson.

Segundo a vice presidente, não é necessário ser da religião espírita para ter o amparo. “Vamos até as residências das pessoas e caso sentimos que há a necessidade de amparo, nós ajudamos”, diz Elaine. “Não perguntamos qual a religião da pessoa, se ela é católica, evangélica ou espírita, ajudamos quem precisa, inclusive aqueles que não têm crença nenhuma”, falou Robson.

O presidente ainda lembra que as pessoas podem ir até o centro espirita sem se identificar. “Tem gente que vem aqui, toma passe e vai embora, outros vem atrás de uma graça e quando as tem não voltam mais. Há uma certa rotatividade, mas faz parte”, conta.

O bem pelo bem

Robson trabalha como relações públicas, Elaine contadora, ambos não recebem remuneração pelo trabalho na sociedade espírita. Por isso eles precisam realizar as ações em meio às rotinas diárias de trabalho. “Não tem o porquê recebermos por fazer um trabalho voluntário, mas precisamos estar aqui para fazer o bem, e melhorarmos com nós mesmos”, explica Robson.

Segundo Elaine o principal objetivo da Sociedade é fazer o bem pelo bem. “Fazemos o bem pelo bem, queremos que as pessoas passem a entender que tudo que acontece no mundo e no nosso país são de responsabilidade dos seres humanos, e a mudança em cada um é que pode fazer com que esse cenário mude para melhor”, disse Elaine.

Interessados

Quem tiver interesse em frequentar a Sociedade Espírita Vinha de Luz pode acessar o site www.vinhadeluz.org ou através do telefone 3470-8470 para ver a programação.