Sushi: para se deliciar (e se viciar) | 2M Notícias

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Sushi: para se deliciar (e se viciar)

Sushi: para se deliciar (e se viciar)

por Caroline Weigel

Você já deve ter ouvido a expressão “eu não gostava de sushi, e agora é um vício!”. A maioria das pessoas que tinha um pé atrás com essa especiaria da culinária asiática, acabou se rendendo por insistência de um amigo e descobrindo um sabor diferente e muito bom.

O sushi, tradicionalmente, é feito com arroz temperado com molho de vinagre, açúcar e sal, combinado com algum tipo de peixe ou fruto do mar, vegetais ou ovo. A tradição japonesa é de servi-lo acompanhado de wasabi, uma pasta de raiz forte.

Há 10 anos Douglas de Oliveira  aprendeu a fazer sushi para ter uma opção a mais de gastronomia. Desde dezembro de 2014, ele e os amigos Marcos Rubin (também sushiman há 12 anos) e Rodrigo Araújo abriram o Yujin, um restaurante japonês localizado na Avenida Flores da Cunha, 2097.

“Nós sempre gostamos muito de sushi e para comer sempre íamos até Porto Alegre, então decidimos abrir um espaço aqui em Cachoeirinha”, explica Douglas. E o público acabou superando as expectativas. “Vem pessoas de outras cidades, de Canoas, São Leopoldo, está bem movimentado. Ás vezes temos até fila de espera”, comemora.

Há um mês, o espaço começou a abrir também ao meio dia, onde o custo é de R$ 25,90 o buffet livre. “Meio dia servimos dois tipos de niguiri, dois tipos de hossomaki, dois de uramaki e três pratos quentes”, explica.

À noite, o preço é de R$ 69,90 para homem e R$ 60 para mulher, ou também com as opções ala carte. “à noite temos sahimis, temakis e pratos especiais, todo dia é um diferente do outro. Misturamos sushi com comida italiana, peruana, tailandesa, então o pessoal gosta bastante”, ressalta.

O mais pedido, segundo ele, é o “Patrãozinho”, um rolo de uramaki Filadélfia, com uma lâmina de salmão selada em cima, molho tarê e palha de batata doce. “Até o final do ano queremos colocar a tele-entrega, que não temos ainda”, adianta Douglas.

Ingredientes diferentes

O arroz que é usado no sushi é diferente do nosso, principalmente por causa de seu teor de amido. Por possui mais amido, ele tem uma consistência diferente, e após serem cozidos, os grãos ficam grudados.

Diversos sushis que nós consumimos no Brasil são desconhecidos no Japão. Lá não existem sushis com manga, banana, morango, cream cheese ou tomate seco. Esses pratos foram desenvolvidos exclusivamente aqui e fazem muito sucesso.

A comida japonesa é tipicamente agridoce e vários pratos e molhos são temperados com shoyu (a base de soja, substituindo o sal), vinagre e açúcar. O gengibre que sempre acompanha o prato é usado para neutralizar o sabor do sushi anterior. Serve para limpar as papilas gustativas e aguçar o paladar. O wasabi também tem uma propriedade de dar frescor ao paladar, mas por ser muito forte, nem sempre é consumido. A dica é diluir uma pequena quantidade na porção de shoyu.

Outra parte importante do sushi é que as peças devem ser colocadas inteiras na boca, com exceção do temaki.

Uma das especiarias oferecidos eplo Yujin, leva abacaxi, kani e maracujá

Uma das especiarias oferecidos eplo Yujin, leva abacaxi, kani e maracujá


 

Curiosidades

– A maioria das palavras no Japão são oxítonas, ou seja, possuem a tônica na última sílaba. Portanto, até mesmo o shoyu deveria ser pronunciado como shoyú. Assim como os “palitinhos” usados para comer o sushi, que levam o nome de hashi (hashí). Outras palavras: niguiri (niguirí), sahimi (sahimí)temaki (temakí)…

– Duas coisas sobre o shoyu: deixar o resto na mesa é falta de educação, por isso os japoneses colocam um pouco do molho e completam sempre que necessário. O correto – diferente do que é feito aqui no Brasil – é mergulhar apenas as carnes que não tem tempero, como o peixe do niguiri, nunca mergulhar o arroz. Se o arroz se desfizer no shoyu é ainda pior, é considerado amadorismo.

– Por certo, o niguiri (pedaço de arroz mais comprido e coberto com pedaço de peixe) deveria ser comido de cabeça para baixo, para que apenas o peixe fosse mergulhado no shoyu; no Japão, é mais comum comer essa peça com as mãos, para ficar mais fácil virar ele.

– Originalmente, os sushis eram consumidos com as próprias mãos e não com os hashis, que eram usados apenas para os sashimis.

– Originalmente, a alga usada para enrolar o sushi era retirada das madeiras de píers e barcos e prensada em folhas, mas hoje já há cultivos específicos da alga.


 

Tipos de sushi

Sushi: arroz japonês enrolado em forma de rocambole, com ou sem alga, com recheios variados, cortado em fatias. Alguns têm cobertura também. Os nomes dos sushis variam de acordo com a posição da alga. O hossomaki, por exemplo, é com a alga por fora e o uramaki é com a alga por dentro. O hot é com a alga empanada e frita.  Os nomes variam também pelos recheios.

Sashimi: fatias de peixe cru. Os sashimis mais comuns são de robalo, atum, tilápia e salmão. Mas há também sashimis de polvo, kani e camarão.

Niguiri: uma massa de arroz japonês compri, com algo em cima – geralmente peixe ou fruto do mar. Alguns levam vegetais, limão ou cream cheese por cima. Pode ou não vir enrolada com uma alga no sentido transversal.

Temaki: cone feito com alga, recheado com arroz japonês e outros ingredientes, como peixes, vegetais, frutas, molhos, etc.


 

Cozinha asiática

Em restaurantes japoneses também é comum o yakisoba, um prato típico chinês, composto por legumes e verduras que podem ou não ser fritos juntamente com o macarrão e aos quais se agrega algum tipo de carne.

No Japão esse prato também é muito consumido e pode ser feito em casa. Douglas, do restaurante Yujin, indica a receita:

Ingredientes

– Massa tipo miojo

– Legumes: brócolis, cenoura, pimentão

– iscas de filé

– Molho Shoyu

Modo de preparo

Ferver um pouco de água com shoyo e acrescentar a massa miojo. Quando ficar al dente (pré-cozida) misturar as iscas de filé já prontas e os legumes (cozidos al dente) junto.