Servidores da Justiça estadual entram em greve amanhã | 2M Notícias

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Servidores da Justiça estadual entram em greve amanhã

Servidores da Justiça estadual entram em greve amanhã

A partir da próxima quinta-feira, os servidores da Justiça Estadual do Rio Grande do Sul, irão paralisar as atividades em todo o estado por tempo indeterminado. A greve foi definida na última  nesta sexta-feira depois de uma assembleia geral da categoria em Porto Alegre. A proposta  de paralisação foi aprovada pela maioria dos presentes definiu que o movimento.

Conforme o sindicato que defende da categoria Apesar da greve, devem continuar sendo atendidos, pelo quórum mínimo de 30%, alguns serviços, como pedidos de autorização para mandados de busca e apreensão, registro de habeas corpus, prisões em flagrante (provisórias e preventivas), medidas cautelares, tutelas antecipadas, liminares em mandado de segurança e ações possessórias, despachos, entre outros serviços.

Reivindicações  

Os trabalhadores reivindicam reposição salarial de 15%, redução da jornada, a construção de um Plano de Cargos e Salários negociado com a categoria, um calendário de reposição das perdas salariais e o auxílio alimentação no valor pago aos juízes, R$ 799,00. Também faz parte das pautas da greve o combate aos privilégios que a magistratura se autoconcede, como o auxílio-moradia e o auxílio-alimentação retroativo, pois a categoria entende que essas mordomias drenam para uma minoria parte significativa do orçamento do Judiciário, num contexto em que a direção do Tribunal de Justiça alega carência de recursos para valorizar a maioria.

 

Primeira reunião ocorreu ontem

Nesta terça-feira, 23, ocorreu a primeira reunião do Comando de Greve escolhido na Assembleia Geral para organizar o movimento grevista aprovado pela categoria. Durante a manhã e no início da tarde, o grupo debateu, na sede do SindjusRS, estratégias para a valorização da categoria.

Em seguida, o grupo rumou para a sede da Procuradoria Regional do Trabalho da 4ª Região, a fim de denunciar uma possível prática de assédio moral  da direção do Tribunal de Justiça, que teria  ameaçado com retaliações os servidores que pretendem usar o seu direito de greve. O documento foi entregue ao Procurador-Chefe Adjunto, Rogério Uzun Fleischmann, que prometeu dar o encaminhamento adequado ao caso.