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Sendo feliz ajudando o próximo

Sendo feliz ajudando o próximo

por Dijair Brilhantes

Ajudar as pessoas a terem acesso ao que é seu por direito. Este é o objetivo do trabalho realizado pela advogada Aline Mello, a personagem da série Protagonistas da Vida, do jornal Correio de Cachoeirinha desta semana.

Aline é advogada formada pelo Centro Universitário Metodista (IPA), curso que escolheu por gostar de ajudar as pessoas. “Não me formei em direito para ganhar dinheiro, gosto de ajudar as pessoas”, diz Aline

Assim, há 5 anos, Aline presta serviço jurídico social para pessoas que não tem condições de arcar com as custos processuais, e a terem acesso a serviços públicos garantidos pela constituição. “As pessoas vão até a ONG Vida Viva, e explicam o problema, quando é uma questão jurídica elas encaminham pra mim”, explica a advogada.

Voluntária

Uma das principais características do trabalho voluntário é o fato de seu executor não estar sugestivo ao intuito de obter uma retribuição econômica em virtude do seu trabalho.

A motivação do voluntário deve ser a satisfação de poder ajudar ao próximo e contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e menos desigual. Isto porque normalmente o trabalho voluntário gera uma realização pessoal, um bem estar interior advindo do prazer de servir a quem precisa. Fundamentalmente o voluntariado fica com o sentimento de solidariedade e amor ao próximo,  na importância de sentir-se socialmente útil.

A protagonista diz ter herdado dos pais essa vontade de ajudar as pessoas, segundo ela, desde quando ainda era criança ela notava o engajamento dos pais em ajudar pessoas. “É hereditária essa vontade de ajudar as pessoas é de família” conta Aline.

Trabalho

Aline diz atender em média 25 pessoas em seu escritório. São pessoas que precisam de amparos jurídicos para conseguir medicamentos, exames médicos, procedimentos cirúrgicos, assim como vagas em escolas e creches na cidade. Segundo a advogada a maior demanda vem da Farmácia Comunitária. “A população procurava a farmácia para pedir remédios e se queixava de algum exame que não conseguia, de uma cirurgia que não conseguia fazer, e eles não sabiam por quem deveriam procurar. Foi então que tive a ideia de atender essa população para tentar solucionar esses problemas”, conta Aline

Experiência

A advogada conta que conseguiu adquirir experiência quando aos 22 anos foi conselheira tutelar, até então a mais jovem conselheira da cidade, onde atuou por 6 anos. “Não tinha experiência nenhuma, a primeira vez que entrei, mas fui aprendendo, na segunda oportunidade eu quis mesmo trabalhar lá, porque é isso que eu gosto de fazer”, diz Aline.

Aline diz que no inicio a falta de experiência pesou um pouco, pois ela não sabia fazer as ações na área de saúde e educação. “Na faculdade não aprendemos a fazer ações nas áreas de saúde e educação, eu tive que aprender, e aprendi durante a minha passagem pelo conselho tutelar”, conta a advogada.

Aline que é especializada em causas de família, adolescentes e criança, diz já estar conversando em casa com a família seu retorno a conselho tutela. “Dei uma pausa de 4 anos, pois o trabalho no conselho é muito desgastante, mas estou conversando em casa e planejando uma possível volta, porque é o que eu gosto de fazer”, conclui.