SamuVet faz readequação temporária dos atendimentos e causa desconforto entre os usuários | 2M Notícias

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SamuVet faz readequação temporária dos atendimentos e causa desconforto entre os usuários

SamuVet faz readequação temporária dos atendimentos e causa desconforto entre os usuários

As mudanças no atendimento da SamuVet causa algumas divergências entre os moradores de Cachoeirinha. Mesmo que não chegue a desagradar totalmente, os moradores fazem algumas ressalvas. “ A SamuVet passou a atender somente casos de atropelamento, para outros casos é preciso ligar direto para o secretário”, diz Clara de Souza, uma protetora voluntária que atua no Bairro Granja Esperança. “O Fernando (secretário de meio ambiente) sempre foi muito solícito, a culpa não é dele, mas em alguns casos só conseguimos atendimento através de ameaças, é horrível fazer isso”, conclui.

Conforme a secretaria de meio ambiente, a medida é provisória, e deve-se à queda na arrecadação do Fumdema, Fundo de onde vêm os recursos que financiam o Programa SamuVet.

Arrecadação foi muito abaixo do esperado

A Lei Orçamentária Anual (LOA) que estava prevista para o Fumdema (Fundo Municipal de Defesa do Meio Ambiente) está com a arrecadação 50% abaixo do esperado. Os recursos do Fumdema provem das taxas de licenças ambientais e das multas por infrações ambientais. No entanto, devido a crise econômica no Estado e no país, a solicitação de licenças ambientais caiu pela metade. Com a arrecadação abaixo do projetado, foi necessária uma readequação dos procedimentos a serem cobertos pelo Programa SamuVet.

O secretário de Meio Ambiente, Fernando Medeiros, explica que o programa prevê o atendimento em quatro situações: cães atropelados, doentes em via pública, cães comunitários e vítimas de maus tratos. “Temporariamente, estamos atendendo somente os cães atropelados e aqueles vítimas de maus tratos, que são as ocorrências mais graves. Lamentamos ter que suspender dois dos serviços por enquanto, mas não podemos ser irresponsáveis de gastarmos mais do que arrecadamos”, argumenta o titular da SMMA. Assim que a arrecadação aumentar, os outros dois atendimentos voltarão a ser executados.

 

Protetora fala que população precisa aprender

Segundo Aline Waskon, protetora e moradora do Bairro Eunice Velha, a população tem que aprender a cuidar dos animais. “ O povo muito reclama, mas não participa, e desta forma não ajuda” diz a protetora.

Medeiros enfatiza também que Cachoeirinha é pioneira no Rio Grande do Sul em um programa de resgate e tratamento de animais em via pública. “É um serviço que tem dificuldades de operacionalização, além de não ter apoio dos Governos Estaduais e do Federal. Ainda assim, entendemos como fundamental incluir o Programa SamuVet nas Políticas de Bem-Estar Animal do município, já que é uma demanda frequente, nos diferentes bairros da cidade”, esclarece o secretário. A opinião do secretário vai ao encontro do que pensa Aline. “Até dói anos atrás Cachoeirinha não tinha uma política voltada para a causa animal, hoje temos. As pessoas precisam aprender que bicho não é lixo e logo merecem respeito” falou Aline.

 

SamuVete atendeu mais de 200 animais

Iniciado no dia 27 de janeiro de 2015, o Programa SamuVet já atendeu mais de 200 animais. Depois de tratado, o animal é disponibilizado para a adoção ou é devolvido ao logradouro de origem. Solicitações de resgate do Programa SamuVet podem ser feitas, das 8h às 17h, através dos telefones 3441-4312 ou 3439-3287, e fora deste horário através do telefone da Guarda Municipal, 153.

A protetora convida a população a participar do Forum Municipal de Proteção Animal. “ Todos serão bem vindos, basta entrar em contato com a SMMA, e falar com o DR. Evandro”, conclui Aline.