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Contos de fadas

Quem nunca escutou uma história com o clássico: Era uma vez? As duas dicas de filme dessa semana são histórias do universo mágico. Mas ambas contam as tradicionais histórias de formas criativas, inovadoras e emocionantes

 

Malévola

Malevola

Titulo Original: Maleficent

Gênero: Fantasia/Drama/Aventura

Duração: 1h37

Dirigido por Robert Stromberg

 

Uma mulher idosa conta a história de Malévola ((Angelina Jolie) como uma jovem e poderosa fada que vivia num brejo mágico fronteiriço a um reino de seres humanos. Enquanto jovem, ela conhece e apaixona-se por um menino camponês chamado Stefan (Sharlto Copley), cujo amor por Malévola é suprimido pela sua ambição de se tornar rei. Ao crescerem, eles se separam até que um dia Stefan volta para vê-la. Depois, após Malévola derrotar o rei numa batalha, Stefan é incumbido de matá-la. Ao visitá-la novamente, Stefan lhe dá uma substância entorpecente e Malévola desmaia; Stefan não tem coragem para matá-la, e ao invés disso arranca suas asas usando uma corrente de ferro – uma vez que Malévola havia lhe dito que o ferro queima as fadas –, e leva as asas ao rei como prova de que Malévola estava morta. Triste por ter sido traída por Stefan e por ter perdido suas asas, Malévola começa a construir um reino de escuridão na terra das fadas. Ela toma um corvo, Diaval, por seu confidente e ajudante, constantemente transformando-o em vários animais. Um dia, Diaval informa a Malévola que Stefan, agora rei, dará uma festa para o batizado de sua filha recém-nascida, Aurora (Elle Fanning). Em retaliação pela traição de Stefan, Malévola aparece sem ter sido convidada e amaldiçoa o bebê, que picará seu dedo no fuso de um tear no seu aniversário de 16 anos, caindo em sono profundo; a maldição só poderá ser quebrada com um beijo de amor verdadeiro. Stefan, paranoico pela maldição, queima e trancafia todos os teares do reino, e também envia Aurora para ser criada por três fadas no meio da floresta, devendo ser trazida de volta um dia depois de completar 16 anos. A menina cresceu doce, cativante e feliz, Malévola acabou sendo conquistada pela guria. Afinal, as três fadas não tinham muita habilidade para cuidar da pequena. Aurora percebia a presença da mulher e logo chegou a conclusão de que aquela era sua fada madrinha. Os efeitos especiais do filme são muito bons e a maquiagem é impecável. Além do elenco incrível. Não é a toa que ele recebeu o prêmio do People’s Choice Awards de Filme Favorito. A releitura deste clássico da literatura, A Bela Adormecida, acrescenta elementos, abre mão de outros, mas a mensagem que ele passa, e a forma como o faz, são incríveis.

 

 

Branca de Neve

Branca de Neve

Título Original: Blanca Nieves

Gênero: Fantasia

Duração: 1h40

Dirigido por Pablo Berger

 

Outro clássico, também um releitura com um diferencial enorme: ele é mudo e em preto e branco. Versão original do popular conto infantil dos irmãos Grimm, ambientada nos anos 20, no sul da Espanha. O que dá a história um ar pitoresco e proporciona ótimos enquadramentos e busca por cenas. A trama começa com uma tripla tragédia: o toureiro superstar Antonio Villalta é atingido por um animal, fica tetraplégico e ainda perde sua mulher no parto. Dali nascem sua filha, Carmen, e também seu casamento com uma enfermeira que se aproveita da situação para seduzi-lo, Encarna. Branca de Neve é Carmen (Macarena García), ela é bela jovem com uma infância atormentada pela madrasta Encarna (Maribel Verdú). Fugindo de seu passado, Carmen vai realizar uma viagem emocionante acompanhada por seus novos amigos: uma trupe de anões toureiros. Imagina as risadas que isso não pode arrancar. Se eles como humildes mineiros, cantando a sua musica característica já era um caso de crises de riso, agora como toureiros é ainda pior. Todos os atores estão bem, mas merecem uma menção especial o Daniel Giménez Cacho (pai) – que consegue emocionar apenas com o olhar – e a Maribel Verdú (madrasta) – ótima como madrasta má. Mas quem me encantou verdadeiramente foram as meninas Sofía Oria (pequena Carmen) e Macarena García. A lindeza e a fofura da primeira mais o olhar fluorescente e sorriso da segunda compuseram a Branca de Neve mais encantadora que já vi. A trilha sonora envolve. E o fato de ser um conto de fadas que não usa muitos efeitos visuais também agrada, ele não apela para o lado mágico e sim para o enredo, que consegue prender o publico do inicio ao fim. Vale muito a pena!